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Bolsonaro se irrita e diz ter vontade de dar “porrada” em repórter

O presidente se descontrolou ao ser questionado sobre os depósitos feitos na conta de Michelle por Queiroz, apontado como operador das "rachadinhas"

Por Da Redação Atualizado em 24 ago 2020, 08h50 - Publicado em 23 ago 2020, 18h03

O presidente Jair Bolsonaro voltou a se descontrolar diante de um questionamento da imprensa neste domingo, 23. Ao ser perguntado por um repórter sobre os depósitos feitos na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro por Fabrício Queiroz, apontado como operador do esquema de “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, ele disparou: “Eu vou encher a boca desse cara na porrada”. Na sequência, reforçou: “Minha vontade é encher tua boca na porrada, tá?”. A cena aconteceu em frente à Catedral Metropolitana de Brasília, onde o presidente esteve à tarde e parou para conversar com ambulantes, quando foi abordado por jornalistas.

Visivelmente irritado, Bolsonaro não respondeu ao questionamento do repórter do jornal “O Globo”, a quem fez a ameaça, nem ao jornalista do G1 que perguntou, em seguida, sobre movimentações suspeitas nas contas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). No início de agosto, a revista Crusué publicou reportagem mostrando que Fabrícios Queiroz, ex-assessor de seu filho mais velho na Assembleia Legislativa do Rio, repassou 72 000 reais em cheques a Michelle Bolsonaro entre 2011 e 2016.  A informações foram reveladas com a quebra do sigilo bancário do ex-assessor.

A mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, também repassou 17 000 reais para Michelle, neste caso em 2011. Quando veio à público o primeiro repasse no valor de 24 000 reais de Queiroz a Michelle, em 2018, Bolsonaro alegou que o ex-assessor tinha feito depósitos para pagar uma dívida de 40 000 reais.

O episódio deste domingo não é o primeiro no qual o presidente fica alterado e deixa transparecer sua irritação com os questionamentos feitos pelos jornalistas. No início de maio, diante das perguntas sobre sua possível interferência na Polícia Federal e na troca do comando da instituição no Rio de Janeiro, mandou os profissionais que estavam na porta do Palácio Alvorada calarem a boca.

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