Babá do menino Henry tem paradeiro desconhecido às vésperas de julgamento
Oficiais de Justiça não conseguiram encontrar Thayná Ferreira para intimá-la como testemunha; julgamento começa na próxima segunda
Testemunha-chave na investigação sobre a morte do menino Henry Borel, em 2021, a babá Thayná Ferreira não foi encontrada para ser intimada a participar do julgamento. O padrasto do menino, o ex-vereador carioca Dr. Jairinho, e a mãe, a professora Monique Medeiros, são acusados de ter matado a criança. Eles serão julgados a partir da próxima segunda-feira, 23, no Tribunal do Júri do Rio.
Os oficiais de Justiça estiveram no endereço da babá e também tentaram contato por telefone. Nenhuma tentativa resultou em resposta e seu paradeiro é desconhecido. Como testemunha, Thayná seria interrogada pelas defesas e pela acusação diante dos jurados.
Um mês antes da morte do menino, ela enviou mensagens a Monique informando que, após um tempo trancado no quarto com Jairinho, Henry fez um desabafo. “Henry me contou que ele deu uma banda e o chutou. E que toda vez faz isso”, escreveu. Em seguida, mandou um vídeo para mostrar o menino mancando.
Em seu primeiro depoimento à Polícia Civil, Thayná mentiu para proteger os patrões. Disse aos investigadores que a relação de Henry com o padrastro era ótima e que nunca havia presenciado nada fora do padrão. Quando as mensagens vieram à tona, ela retificou a versão e contou que desconfiava das agressões.
A babá foi arrolada como testemunha pela defesa de Monique. A advogada Florence Rosa, que representa a professora, quer demonstrar os laços de Thayná com a família de Jairinho com a ideia de expor suas idas e vindas e de demonstrar que o clã a convenceu a mentir.





