Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Avanço de Flávio nas pesquisas tira Lula da sombra, que corre para formar palanques no país

Petista tenta articular aliados nos estados para conter impopularidade do governo e frear a escalada de Flávio Bolsonaro nas intenções de votos

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 09h40 • Atualizado em 3 mar 2026, 12h06
  • O presidente Lula começou o ano confortavelmente instalado na posição de imbatível nas pesquisas sobre a corrida ao Palácio do Planalto. Os números davam ao petista a vitória contra qualquer oponente listado pelos institutos.

    Tudo começou a mudar a partir do samba atravessado na Sapucaí e a consolidação de velhos problemas brasileiros.

    Sem o motor das crises fabricadas por Donald Trump para lhe garantir agenda e popularidade, o petista voltou a ter que lidar com um governo sem discurso, com escândalos de corrupção batendo à porta, a má gestão de recursos públicos e a degradação da renda dos trabalhadores e beneficiários de programas sociais.

    Até quem vota em Lula contra quem quer que seja da direita está insatisfeito com o avanço da inflação, cavada pelos gastos crescentes da máquina petista. Foi nesse contexto que Flávio Bolsonaro chegou, nos últimos dias, a empatar com Lula nas pesquisas sobre o segundo turno da eleição. O avanço do filho de Bolsonaro coincidiu com a degradação da popularidade e das intenções de votos do petista.

    Ainda que mergulhada em confusões geradas pelo clã Bolsonaro, a oposição passou as últimas semanas jogando mais aberta na consolidação de palanques estaduais. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia já apresentam nomes anunciados para o confronto contra o petismo. Lula, por outro lado, sequer pode cravar quem será o vice na campanha.

    Continua após a publicidade

    Ciente de que o tempo não é companheiro em ano eleitoral, o petista resolveu trabalhar. Chamou Fernando Haddad e Geraldo Alckmin para uma conversa sobre a disputa em São Paulo. Já fez afagos a Rodrigo Pacheco para montar o palanque em Minas e tende a seguir analisando os cenários postos em outros estados.

    Com o governo entrando no terceiro mês deste último ano de mandato, Lula lida com o pior dos cenários no governo. Seus ministros, dispersos em negociações pessoais para a campanha nos estados, ampliam o vácuo de discurso do governo nas redes, principal arena utilizada pela oposição para fortalecer Flávio e fragilizar o petismo.

    Sem obras vistosas a apresentar, Lula se ampara no discurso de pai dos pobres, evocando todos os gastos com programas sociais no atual mandato. A estratégia, no entanto, já não encanta o eleitorado — e é aí que mora o problema.

    Continua após a publicidade

    Se não há discurso em Brasília para comover o país a cogitar a reeleição de Lula, é preciso que os aliados estejam nos estados travando o debate em defesa da gestão petista. Há muito trabalho para que Lula consiga, enfim, montar um exército capaz de levar seu nome ao Brasil profundo. Daí a urgência repentina do petista.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).