As mudanças nos blocos do Carnaval de São Paulo depois de superlotação
Prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, admitiu problemas e afirmou que cuidados serão ampliados
Depois de um pré-Carnaval com superlotação e tumulto, principalmente na Rua da Consolação, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), admitiu os problemas e afirmou em entrevista coletiva que o Poder Executivo corrigirá “algumas questões” para evitar transtornos com blocos nas ruas paulistanas.
Um dos pontos, segundo o emedebista, é evitar que o caminhão que direciona os foliões pare em determinados pontos do trajeto. “Se ele para, os fãs vão ficar ao redor. Foi exatamente nesse local que acabaram caindo as grades”, disse o prefeito. No último final de semana, dois blocos ficaram próximos na Consolação, o que causou transtornos. Os grupos que se apresentaram naquele momento eram Acadêmicos do Baixo Augusta e do DJ Calvin Harris. Além dos registros de grades caindo com excesso de pessoas, muitas pessoas precisaram de ajuda do Corpo de Bombeiros. Ainda em coletiva de imprensa, Nunes afirmou que o tumulto ocorreu “porque o caminhão ficou muito tempo parado”.
Para evitar novos tumultos, o governo paulistano ainda pretende colocar agentes para acompanhar os andamentos dos blocos pela cidade. Em caso de atraso ou princípio de confusão, os servidores poderão criar uma espécie de saída de emergência para os foliões.
Nunes afirmou que a pasta comandada pelo secretário de Segurança, Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, ficou encarregada de instruir motorista dos trios elétricos. O governo municipal classificou o final de semana pré-carnavalesco como sucesso. No sábado, Ivete Sangalo levou trio elétrico para o Parque do Ibirapuera. Segundo registros oficiais, mais de 1,2 milhão de pessoas estiveram no local para acompanhar o bloco “Quem pede, pede”.
Sambódromo do Anhembi
Na sexta-feira, 13, sete escolas de samba abriram os desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, no sambódromo do Anhembi. São esperadas pelo menos 350 mil pessoas no local. Já nos blocos de rua, a expectativa da prefeitura é a de que ao menos 16 milhões de pessoas circulem pela capital.





