As ‘inovações’ nas praias brasileiras para atrair os turistas do Chile
Eles lideram o ranking de crescimento entre os visitantes estrangeiros
Em Copacabana, a bandeira do Chile hasteada nas barracas virou senha para os turistas chilenos encontrarem um pedaço de casa. Por ali, a cerveja gelada chega com limão e pimenta — a famosa michelada — e o cachorro-quente ganhou versão com abacate e tomate, rebatizado de completo. É a resposta rápida dos vendedores cariocas ao novo perfil de visitante que invade o verão dos trópicos.
Atraídos pelo câmbio favorável (a pizza sai quase pela metade do preço de Santiago) e pelo calor tropical, os chilenos se tornaram o segundo povo estrangeiro mais presente no Brasil, atrás apenas dos argentinos. Dados da Embratur mostram que eles quase triplicaram as visitas entre 2022 e 2025, chegando a 800 mil viajantes no ano passado. A malha aérea acompanhou o movimento: são 15 rotas ligando o Chile a capitais brasileiras.
O fenômeno já movimenta o comércio local. No quiosque do cearense Francisco Araújo, em Copacabana, filas de até cinquenta chilenos se formam diariamente. “Virei famoso no Chile pelas redes sociais”, conta ele, que atribui a totalidade do faturamento aos novos clientes.





