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Após chamar médicos de ‘idiotas’, secretário de Saúde do Rio diz a VEJA que ‘falta senso’

Na véspera, médicos e enfermeiros protestaram em frente à Prefeitura, no Centro, por reajuste salarial; Daniel Soranz afirma que momento é 'inoportuno'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 14h24 •
  • O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, entrou no centro de uma polêmica nesta terça-feira, 10, ao chamar de “meia dúzia de idiotas” médicos e enfermeiros que protestavam em frente à Prefeitura, no Centro, por reajuste salarial e contra problemas do sistema de saúde carioca, como falta de medicamentos e insegurança. Em entrevista a VEJA, Soranz não voltou atrás no insulto, justificando que os profissionais não apresentaram “empatia” ao aderirem a uma greve enquanto a cidade enfrentava uma “situação supercrítica”, em referência às fortes chuvas.

    “Minha crítica é que não é o momento. Depois de uma chuva fortíssima na cidade, numa situação supercrítica, profissionais, até de uma madrugada, tirando água de unidade, indo a casa de moradores para fazer orientação sobre como se cuidar, algumas pessoas, foram muito poucas, abandonaram seus postos de trabalho no momento que a comunidade precisa muito”, disse Sonraz a VEJA.

    “Minha fala é clara e objetiva: há uma falta de empatia e falta de senso de oportunidade”, acrescentou. “É óbvio que ninguém vai reclamar das pessoas se manifestarem, se colocarem no direito de greve.”

    Publicação do secretário de Saúde, Daniel Soranz, sobre protestos de médicos e enfermeiros no Centro do Rio. 10/02/2026
    Publicação do secretário de Saúde, Daniel Soranz, sobre protestos de médicos e enfermeiros no Centro do Rio. 10/02/2026 (Daniel Soranz/Instagram)

    O secretário argumentou que o ato “poderia ser feito um dia depois, poderia ser feito dois dias depois” e ponderou: “No dia seguinte da chuva, quando a população esperava que aqueles profissionais estivessem lá atendendo, não é oportuno, infelizmente”. Ele também afirmou que “falta honestidade intelectual” e definiu como “covardes e desleais” as acusações de que é contrário a qualquer forma de paralisação.

    “Esse movimento não representa a massa dos nossos funcionários e desconsidera o contexto nacional. Desconsidera que, em comparação a outros municípios, a outros locais do país, o Rio vem avançando a cada dia”, continuou Soranz. “É um movimento que tem um componente político expressivo.”

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    ‘Quebra de promessa’

    Nas redes sociais, o sindicato afirmou que os protestos acontecem após a “quebra de promessa do pagamento retroativo das variáveis e do pequeno reajuste salarial, além da atenção a outras reivindicações por melhores condições”. Ao menos 150 pessoas participaram do ato. Cerca de 70% do efetivo continua a trabalhar. Os médicos, em particular, iniciaram uma outra paralisação até 11 de fevereiro, com 50% do atendimento mantido. A associação também condenou a declaração do secretário.

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    “Após a manifestação, os profissionais foram surpreendidos por publicações em redes sociais feitas pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, nas quais ele se referiu aos trabalhadores que protestavam como uma ‘meia dúzia de idiotas, sem empatia alguma’. O ataque revela falta de argumentos e uma tentativa de desqualificar um movimento legítimo e crescente. Quando o gestor parte para o insulto, é porque não consegue responder aos fatos”, disse o Sindicato dos Médicos em nota.

    “A população está vendo, no dia a dia, que a saúde do Rio de Janeiro está ruim, com unidades sobrecarregadas, falta de profissionais, falta de medicamentos e atendimento comprometido”, acrescentou o comunicado. “(…) Não somos meia dúzia. Somos centenas de trabalhadores e trabalhadoras que sustentam a saúde pública do Rio, e também milhões de usuários que sofrem com o sucateamento do sistema. Xingar esses profissionais que seguem se dedicando à população mesmo diante dos calotes, dos atrasos e das condições precárias de trabalho é desrespeitar não apenas a categoria, mas toda a sociedade que depende do SUS.”

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