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Amigo de Oruam e seguido por Felca: quem é o influenciador preso pela PF

Buzeira tem mais de 15 milhões de seguidores e foi detido em operação contra lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 out 2025, 15h30 • Atualizado em 14 out 2025, 16h23
  • A Polícia Federal prendeu o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, em Igaratá, no interior de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 14, em uma operação contra lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas.

    Com 28 anos e 15,3 milhões de seguidores no Instagram, o influenciador se destaca por diversas publicações sobre apostas esportivas, sorteios e premiações, festas grandiosas, joias de ouro e muito dinheiro, além de carros esportivos de luxo e armas de fogo.

    Entre seus seguidores, há vários famosos e influenciadores, como a Maya Massafera, que se destaca no meio da moda e das celebridades com mais de 5 milhões de seguidores, e o youtuber Felca, que viralizou recentemente em todo o Brasil com uma denúncia sobre adultização de crianças, além de críticas à infuencer Virginia Fonseca pela divulgação do jogo do Tigrinho — atualmente, Felca tem 19,5 milhões de seguidores.

    Nascido em Itaquera, na zona leste da capital paulista, Buzeira já havia sido investigado em fevereiro deste ano. O influenciador também se notabilizou pela amizade com o cantor Oruam e chegou a fazer uma publicação após a prisão do amigo em julho deste ano.

    “Antes de ser preso, ele me ligou chorando, pedindo ajuda, e eu fiquei sem rumo, sem saber como ajudar. Pedir ajuda para quem? Para o estado? A única forma é usar minha rede social para fazer um pedido para vocês não esquecerem do Oruam. Independentemente de tudo, ele é um ser humano, e só Deus pode julgá-lo”, escreveu Buzeira em um post com vinte fotos deles que passou de 1,3 milhões de curtidas e 16,7 mil comentários.

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    Em uma publicação do dia 25 de dezembro de 2024, ele debocha da possibilidade de ser investigado pelas autoridades. Em um vídeo, ele aparece ao lado de um amigo e rodeado de iPhones e bebidas caras. Ambos estão no celular e riem enquanto a narração de uma reportagem é usada fora do contexto original: “Uma vida de luxo, carros importados, motos potentes, passeios de lancha e viagens, até se tornar alvo de uma ação da Polícia Civil contra jogos de azar por meio de plataformas virtuais”, diz a voz.

    A reportagem tenta contactar a defesa de Buzeira, mas não teve sucesso até o momento.

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    Operação da Polícia Federal

     

    Além do Bruzeira, o irmão dele também teria sido detido — a informação ainda não foi confirmada. Também são esperadas outras nove prisões na chamada operação Narco Bet, já que os agentesda PF cumprem ordens de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Segundo as autoridades, a lavagem de 630 milhões de reais teria sido feita a partir de Bets e com criptomoedas.

    Os agentes também contam com a ajuda da Polícia Criminal Federal da Alemanha (Bundeskriminalamt – BKA), responsável pela prisão cautelar de um dos investigados, atualmente em território alemão.

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    As investigações indicam que um grupo criminoso utilizava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e remessas internacionais, voltadas à ocultação da origem ilícita dos valores e à dissimulação patrimonial. Além disso, parte dos valores movimentados teria sido direcionada para estruturas empresariais vinculadas ao setor de apostas eletrônicas, as chamadas Bets.

    As medidas judiciais incluem ainda o bloqueio de bens, incluindo os milhões rastreados e carros esportivos de luxo encontrados [foto acima], visando à descapitalização da organização criminosa e à reparação de danos decorrentes das atividades ilícitas.

    Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional. Nenhum nome dos suspeitos foi divulgado oficialmente até o momento.

    A ação é desdobramento da Operação Narco Vela, que teve como foco a repressão ao tráfico de entorpecentes por via marítima a partir do litoral brasileiro.

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