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Alvos de megaoperação, traficantes de fauna silvestre dopavam animais e eram ligados a facções

Policiais do Rio tentam cumprir 40 mandados de prisão contra quadrilha que contava com participação do ex-deputado TH Joias

Por Ludmilla de Lima Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2025, 11h45 • Atualizado em 16 set 2025, 11h59
  • Mais de mil policiais estão nas ruas no Rio para uma megaoperação contra o tráfico de animais silvestres. Na manhã desta terça-feira, 16, pelo menos 32 pessoas foram detidas a partir de investigações que duraram um ano sobre a maior organização criminosa do estado especializada nesse crime. Cerca de 600 animais foram recuperados, entre eles araras, tucanos e cobras. A polícia descobriu que o grupo tem conexões com facções, inclusive de fora do estado, e que usava dessas relações para vender em feiras clandestinas dentro de áreas exploradas por traficantes de drogas. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, até o ex-deputado estadual TH Joias, acusado de tráfico internacional de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e fornecimento de armas ao Comando Vermelho, preso no último dia 3, está envolvido no esquema.

    A operação batizada de São Francisco, coordenada pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) com apoio da Secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), já é considerada a maior do país no combate a esse comércio criminoso. Os agentes tentam cumprir nesta terça mais de 40 mandados de prisão e 270 de busca e apreensão na capital, Região Metropolitana, Baixada Fluminense, Região Serrana, Região dos Lagos e também em São Paulo e Minas Gerais. Pelo menos 145 criminosos foram identificados, e as investigações mostram que essa organização está presente em feiras há décadas e que também trafica armas e munições.

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    Animais recuperados foram levados para a Cidade da Polícia (Carlos Magno/Governo do RJ/Reprodução)

    Núcleos de caçadores e primatas

    A organização atua armarda e tem estrutura formada por núcleos com funções específicas. Um deles é o de caçadores: segundo a polícia, esses bandidos praticavam caça em larga escala em habitats naturais dos animais, que depois eram transportados de forma cruel pelo grupo de atravessadores. Estes faziam a entrega dos bichos para a comercialização. A caça de primatas conta com um núcleo próprio. Após capturados em áreas de mata como o Parque Nacional de Tijuca e o Horto, macacos eram mantidos dopados até serem vendidos. TH Joias teria comprado primadas pelo menos quatro vezes. Ele também seria uma ponte entre traficantes e compradores.

    Um outro núcleo é o de falsificadores, que vendia anilhas, selos públicos, chips e documentos falsos usados para mascarar a origem ilícita dos animais. A polícia ainda qualificou consumidores finais que adquiriram animais silvestres de forma ilegal, fomentando essa cadeia.

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    Mais de mil policiais participam de megaoperação no Rio (PCERJ/Divulgação)

    A ação tem apoio das delegacias dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e do Interior (DGPI); da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Subsecretaria de Inteligência do Ministério Público, com colaboração do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama. Em declaração divulgada pelo Palácio Guanabara, o governador Cláudio Castro (PL) disse que se trata de uma operação contra uma quadrilha que, “além de destruir a nossa fauna e ameaçar a biodiversidade, também alimentava a violência com a venda de armamento pesado”.

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    Na Cidade da Polícia, foi montada uma base para onde os animais estão sendo encaminhados, recebendo no local atendimento veterinário. Em seguida, eles serão avaliados por peritos criminais e levados para centros de triagem. O objetivo é reintroduzi-los na natureza.

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