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A volta dos radares móveis é vitória da prudência

Justiça ordena a volta da fiscalização nas estradas; não cabe mais recurso à decisão do TRF

Por Mariana Zylberkan Atualizado em 27 dez 2019, 10h14 - Publicado em 27 dez 2019, 06h00

Após quatro meses, os radares móveis voltaram às estradas em pleno fim de ano, período de maior movimento em decorrência das festas. No último dia 16, o Tribunal Regional Federal decidiu em nome da prudência: não existem elementos suficientes para sustentar o despacho do presidente Jair Bolsonaro sobre a irrelevância do uso de radares móveis para a segurança do trânsito. Apesar de a ausência dos equipamentos de fiscalização não ter se refletido em aumento alarmante do número de acidentes nas rodovias federais, que permaneceu em torno de 600 ocorrências por mês, a determinação de reduzir o controle é alvo de críticas. “Só o radar fixo não resolve, porque há sistemas que avisam sua localização, o que permite ao motorista burlar o limite de velocidade nos intervalos de fiscalização”, diz Horácio Augusto Figueira, especialista em engenharia de tráfego. Os radares móveis retornaram às estradas no dia 23. Não cabe mais recurso à decisão do TRF.

Publicado em VEJA de 1º de janeiro de 2020, edição nº 2667

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