A reação de delegados da PF à proposta de Gilmar de tirá-los do STF
Ministro sugeriu a Fachin que integrantes da corporação não atuem mais em gabinetes
A sugestão do ministro Gilmar Mendes ao presidente do STF, Edson Fachin, de impedir que delegados da PF atuem nos gabinetes dos magistrados no tribunal, repercutiu negativamente entre integrantes da categoria.
Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, a proposta atribui aos delegados uma responsabilidade que extrapola suas funções e desvia o foco da crise atual na Corte.
“É lamentável a postura do ministro Gilmar Mendes em relação à atuação dos delegados da Polícia Federal. Os profissionais destacados para atuar nos gabinetes dos ministros estão ali justamente em razão de sua expertise e de seu conhecimento técnico, características próprias da atividade de delegado da PF”, afirma Paiva.
O delegado alega que “magistrados não são obrigados a dominar todos os ramos e situações que chegam à sua apreciação e ter profissionais especialistas em várias áreas é salutar em todos os gabinetes”.
Paiva cita que não só delegados da PF realizavam esse “auxílio especializado”, mas também outras categorias, como advogados da União e juízes auxiliares.
“Certamente os problemas atuais da Suprema Corte não são responsabilidade dos delegados de Polícia Federal, nem dentro, nem fora da Polícia. Talvez demonizá-los seja apenas o caminho mais fácil para tirar o foco dos problemas que realmente merecem solução”, avalia o dirigente.





