A principal linha de apuração da polícia sobre o pai que atirou nos filhos em Itumbiara
Em post supostamente deixado por Thales Machado em rede social, ele cita suspeita de infidelidade conjugal e diz que não poderia conviver com isso
A Polícia Civil de Goiás investiga o motivo que levou Thales Naves Alves Machado, então secretário de Governo de Itumbiara, cidade no sul do Estado, a atirar nos dois filhos — de 12 e 8 anos — e suicidar-se. A principal linha de apuração aponta para uma suposta crise conjugal entre ele e a mulher, que eram casados há quinze anos.
A hipótese — confirmada por fontes da investigação a VEJA — decorre de uma publicação na rede social que teria sido feita por Thales momentos antes dos crimes. Na mensagem, em tom de despedida, ele diz que “minha mulher saiu de Itumbiara para encontrar uma pessoa em São Paulo”. Ele escreveu detalhes do que teria acontecido e fala em “desconfiança”.
Na publicação atribuída a Machado há citação de que “todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças”. Ele ainda pediu desculpas aos familiares e ao prefeito da cidade, Dione Araújo (União Brasil), de quem Machado era genro. “Sei que não tem perdão mas foi o que sobrou nesse dia infeliz dos meus 40 anos”, diz trecho da publicação, que posteriormente foi apagada.
Na sequência, ele diz: “Partimos eu e meus meninos, que agora são anjos, que infelizmente vieram comigo”. Um dos meninos, Miguel, de 12 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. O enterro foi na quinta-feira, 12. Já o filho mais novo, de 8 anos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois de passar por cirurgia. Não há informações recentes sobre o estado clínico da criança.
Revolta nas redes
Nas redes sociais, alguns perfis publicaram um vídeo, de origem desconhecida, que teria sido feito por um detetive particular e que supostamente mostra a mulher de Machado beijando um homem em um restaurante, o que seria a confirmação de que houve infidelidade no relacionamento.
A circulação do vídeo causou revolta entre os usuários das redes sociais, que classificaram a divulgação da gravação como uma tentativa de culpar a mulher e justificar os crimes cometidos por Machado. O episódio também gerou ataques contra a mulher nas redes sociais e hostilidade durante o enterro do filho em Itumbiara.
A Polícia Civil descartou participação de outras pessoas no crime. O inquérito aberto para investigação do crime apura homicídio tentado e consumado.





