A ‘interferência’ de Flávio Bolsonaro em inquérito que Moraes barrou
Ministro do STF considerou que medidas sugeridas por senador configurariam 'direcionamento' de apuração contra ele
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou pedidos apresentados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito em que ele é investigado por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A defesa de Flávio solicitou, na semana passada, uma série de diligências, principalmente o depoimento de um grupo de testemunhas.
Moraes, contudo, ressaltou que esse não é o momento de atender os pedidos, que resultariam no “no direcionamento ou interferência” da investigação.
“Não se revela cabível, na presente fase investigatória, o acolhimento dos requerimentos formulados por Flávio Nantes Bolsonaro, pois implicam no direcionamento ou interferência na condução da investigação, não cabendo ao investigado pretender pautar a atividade investigativa”, avaliou.
De acordo com o ministro, o objetivo do inquérito é reunir “elementos informativos para subsidiar a atuação do titular da ação penal pública”, que é o Ministério Público.
A investigação foi aberta devido a uma publicação de Flávio no X, em janeiro, atribuindo a Lula crimes como os de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro. O senador também associou Lula ao ditador Nicolás Maduro, preso pelos Estados Unidos, dizendo o presidente brasileiro seria “delatado” pelo venezuelano.
Os advogados de Flávio haviam pedido a expedição de ofícios ao gabinete pessoal da Presidência, ao Ministério das Relações Exteriores e ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York com questionamentos sobre Maduro.
Além disso, solicitaram diversas oitivas, com pessoas como o senador Sérgio Moro (PL-PR), o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, a líder opositora venezuelana María Corina Machado e o publicitário João Santana.







