A indireta do vice-líder de Lula para André Mendonça após operação da PF
Senador Weverton Rocha (PDT-MA) lembra que decisão do ministro não teve respaldo da PGR, cita 'dureza do jogo político' e diz que não vai se render
Alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 4, o vice-líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), publicou nota oficial com uma indireta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a operação contra o parlamentar e o advogado Willer Tomaz.
“Quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Manter-me-ei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam”, disse Rocha em trecho da publicação divulgada.
De fato, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a medida de busca e apreensão e sugeriu, por exemplo, quebra de sigilo para confirmar a origem de recursos financeiros. Mendonça, no entanto, não acatou o parecer da PGR e autorizou a operação ao concordar com os argumentos da PF. No total, dezoito mandados foram cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.
“A busca e apreensão exige fundadas razões de que a diligência se destina à apreensão de objetos, documentos e elementos úteis à prova de infrações penais. No caso, tal requisito mostra-se presente. A narrativa policial não se ampara em meras conjecturas, mas em conjunto articulado de mensagens extraídas de aparelhos eletrônicos, metadados documentais, vínculos societários, coincidências cadastrais, estruturação empresarial, inteligência financeira e descrição de fluxos patrimoniais em tese incompatíveis com a licitude ordinária”, disse Mendonça, em trecho da decisão na Petição 16435, que tramita em sigilo.







