A fúria do governo Milei com o encontro de Lula e líderes europeus no Rio de Janeiro
Agenda na véspera da assinatura do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul é 'deserespeito', disse uma fonte do governo argentino
Depois de 25 anos de negociações, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul finalmente saiu. Um dos grandes momentos dessa novela está para acontecer no sábado, quando líderes europeus assinarão, em Assunção, no Paraguai, o tratado.
Antes dessa fotografia, no entanto, o presidente Lula vai receber a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no Rio de Janeiro.
A conversa na véspera da assinatura, claro, terá fotografias e o inegável sentimento de “vitória” de Lula como articulador do acordo, ainda que o momento oficial seja no Paraguai porque é o país vizinho que preside o bloco no momento.
A jogada de Lula, claro, provocou indignação em quem esperava faturar politicamente a negociação, caso de Javier Milei, o presidente da Argentina, que fez questão de deixar claro que não gostou da agenda prévia de Lula com os europeus no Rio de Janeiro. Ainda mais diante do fato de que Lula irá ignorar o evento no Paraguai.
“Ele organiza uma cúpula paralela um dia antes. É uma falta de respeito com seus parceiros”, afirmou uma fonte governamental de alto escalão do governo Milei ao La Nacion.
Segundo fontes do Itamaraty, além de comemorar o acordo comercial, Lula vai tratar com os europeus da mobilização de países contra o avanço de Donald Trump na Groenlândia.





