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A estratégia da PGR para extrapolar delações e condenar mandantes da morte de Marielle

Ao apresentar argumentos no STF, acusação reconstituiu conexões dos irmãos Brazão com milicianos e grilagem, em uma tentativa de reforçar a motivação do crime

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 11h38 • Atualizado em 24 fev 2026, 12h14
  • O vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, número dois da Procuradoria-Geral da República (PGR), defendeu nesta terça-feira, 24, a condenação de todos os cinco réus acusados pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, morta a tiros em uma emboscada em 14 de março de 2018.

    Os argumentos foram apresentados nesta manhã aos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que começaram a julgar o caso oito após a execução da vereadora. 

    O principal desafio da PGR é convencer os ministros de que há elementos autônomos que corroborem a delação premiada de Ronnie Lessa, atirador que confessou participação no crime e implicou os irmãos Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio, como mandantes do atentado. Élcio Queiroz, motorista do carro usado no crime, também colaborou com a investigação.

    A legislação não permite que condenações sejam baseadas exclusivamente na palavra de delatores. Essa é a brecha que as defesas procuram explorar. Os advogados alegam que a denúncia não reuniu indícios complementares a partir dos acordos de colaboração e que não há provas que liguem diretamente os réus ao atentado.

    “Não é sobre a palavra do delator que se ampara a denúncia. Tudo está corroborado por fartos documentos bem como pela extensa prova testemunhal. O quadro probatório é extenso e robusto”, rebateu Chateaubriand.

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    Em uma tentativa de neutralizar os argumentos das defesas, a PGR fez um esforço para reconstituir as alianças dos irmãos Brazão com milicianos, inclusive para fins eleitorais, e para demonstrar que o clã amealhou seu patrimônio a partir da exploração do mercado imobiliário irregular por meio de grilagem, especialmente em Oswaldo Cruz, Jacarepaguá e Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio. O assassinato de Marielle Franco foi inserido neste contexto. 

    Segundo a Procuradoria-Geral da República, a vereadora passou a ameaçar os interesses econômicos de Chiquinho e Domingos Brazão ao criar obstáculos, na Câmara Municipal, para o avanço de reformas legislativas que pudessem viabilizar a regularização de seus negócios ilegais. “Marielle se projetou como um risco aos interesses dos irmãos Brazão”, defendeu o vice-procurador.

    A PGR também destacou a infiltração do miliciano Laerte Silva de Lima no PSOL, partido de Marielle, para monitorar as atividades do partido. A Procuradoria-Geral da República afirma que a filiação aconteceu a mando dos irmãos Brazão.

    Além das condenações, a PGR exige que os réus paguem indenização por danos morais e materiais às famílias de Marielle e do motorista Anderson Gomes e de Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado.

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