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“A Amazônia como palco”: documentário resgata a história de um dos principais movimentos teatrais de Manaus

Longa estreia nesta quarta-feira, 27, no palco do Teatro Amazonas, no centro de Manaus, e online, no dia 28, na plataforma SOMMOS AMAZÔNIA

Por Valentina Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2025, 18h35 •
  • Recuperar a trajetória de um grupo artístico que questionou a euforia da Zona Franca de Manaus durante a ditadura militar e buscou valorizar a cultura regional, deixando um importante legado para o teatro brasileiro. Esse é o objetivo do documentário “A Amazônia como palco”, que estreia nesta quarta-feira, 27 de agosto, no palco do Teatro Amazonas, no centro de Manaus, com entrada gratuita e sujeita à disponibilidade de assentos. O filme também entra para o catálogo da plataforma SOMMOS AMAZÔNIA, no dia 28/8, com acesso gratuito até o dia 12 de setembro.

    O longa conta a trajetória do Teatro Experimental do Sesc (TESC), especialmente da sua fase inicial, entre 1968 e 1982, quando atuou como agente de resistência cultural em meio aos tempos repressivos da ditadura. Reunindo diversos artistas e intelectuais, o grupo ousou realizar uma crítica ao projeto intervencionista na Amazônia e às elites locais, além de ser pioneiro em valorizar a cultura indígena da região, o que deixou um legado não apenas na cena amazonense, mas para todo o Brasil.

    A partir da década de 70, o escritor Márcio Souza e o poeta Aldisio Filgueiras assumiram a liderança do TESC, estimulando o desenvolvimento de peças críticas à realidade da época, que culminaram em obras como “A Paixão de Ajuricaba”, “Dessana, Dessana”, “Tem Piranha no Pirarucu” e “A Resistível Ascensão do Boto Tucuxi” – produções que se consagraram na dramaturgia amazônica.

    O documentário também reúne depoimentos de Nielson Menão, Ednelza Sahdo, Stanley Whibbe e outros integrantes do TESC, além de arquivos fotográficos, filmagens de peças e registros sonoros do grupo musical A Gente – formado no próprio TESC. O lançamento acontece cerca de um ano após o falecimento de Márcio Souza, um dos líderes do TESC e escritor que marcou a literatura amazonense por meio de obras como “Galvez – Imperador do Acre” e “Ajuricaba – O Caudilho das Selvas”.

    “É um filme que resgata e preserva a história do TESC para as futuras gerações, inspirando novos artistas e pesquisadores. Quem tiver o desejo de se debruçar sobre o assunto, sempre terá este material à disposição”, destaca Gustavo Soranz, diretor da obra.

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    Assista online

    O longa se junta ao acervo da SOMMOS AMAZÔNIA, plataforma online que já conta com 300 filmes.  O resultado é fruto de um trabalho de pesquisa, curadoria e de um processo constante e dinâmico de licenciamento de conteúdos produzidos por uma ampla rede de parceiros locais, nacionais e internacionais.  Entre os Filmes e Séries, estão produções premiadas como “Segredos do Putumayo”, de Aurélio Michiles; “Brincando nos Campos do Senhor”, de Hector Babenco; “Olhares do Norte”, de Fernando Segtowick; e obras da centenária cinematografia amazônica, a exemplo de “Amazonas: o maior rio do mundo”, de Silvino Santos.

    Ficha técnica:

    Argumento: Márcio Souza

    Roteiro, Direção e Produção executiva: Gustavo Soranz

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    Fotografia: Erlan Souza

    Animação: Ricardo Juliani e J.A. Rezende

    Produtora: Rizoma Audiovisual

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