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Quem é o “Pitanguy” da cirurgia de redesignação sexual 

José Carlos Martins é quem mais faz operações no público trans no Brasil

Por João Batista Jr. Atualizado em 20 ago 2020, 20h28 - Publicado em 21 ago 2020, 06h00
JOSÉ CARLOS MARTINS – Reprodução/Instagram

José Carlos Martins é sócio de uma clínica em Blumenau especializada em transição de gênero. Para esse mercado, o médico é hoje o que Ivo Pitanguy representou para a cirurgia plástica. O local é o único centro do país a realizar a transição total (feminilização da face e do corpo, além da redesignação sexual). O processo todo chega a custar 150 000 reais. Há algumas semanas Martins lançou o livro Transgêneros: Orientações Médicas para uma Transição Segura.

Há muita demanda para transição? Há desde jovens que chegam acompanhadas por seus pais até juíza aposentada. Fazemos três operações por semana.

Qual é a mais comum? A de quem nasceu com sexo biológico masculino para a transição ao feminino. Esse tipo responde por cerca de 80% dos nossos casos.

Como é o procedimento? Fazemos duas cirurgias — uma para feminilização da face e do corpo e outra sexual. No rosto, o processo é muito agressivo: existe uma raspagem da testa, do maxilar e do pomo de adão. A coroa do cabelo também muda de lugar, para baixo, deixando a testa mais curta.

Publicado em VEJA de 26 de agosto de 2020, edição nº 2701

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