🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!
Imagem Blog

Thomas Traumann

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Thomas Traumann é jornalista e consultor de risco político. Foi ministro de Comunicação Social e autor dos livros 'O Pior Emprego do Mundo' (sobre ministros da Fazenda) e 'Biografia do Abismo' (sobre polarização política, em parceria com Felipe Nunes)

O Natal chegou para o Baixo Clero

Com a decisão do STF de proibir a reeleição, deputados terão o que quiserem do governo

Por Thomas Traumann Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 dez 2020, 11h06
O Natal chegou para o Baixo Clero Priorizar nos meus resultados Google

O Natal chegou mais cedo para o baixo clero, os deputados e senadores de segunda linha que vivem das migalhas do poder. A decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir as reeleições dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, zerou o jogo da sucessão das duas Casas e aumentou o valor do passe dos deputados que não pertencem a nenhum grupo. Daqui até as eleições de fevereiro será a temporada de leilão. Ninguém tem tanto a oferecer quanto Jair Bolsonaro.

Em termos genéricos, o Congresso está dividido em três. Na Câmara, o Centrão – a geleia geral de partidos que apoia qualquer governo – tem cerca de 160 deputados. No entorno de Rodrigo Maia, estão outros 150. Os partidos de esquerda e centro-esquerda reúnem 130 e os 73 restantes vagam pelos corredores do anexo 2 da Câmara sem rei, nem lei. Agora, seus votos viraram ouro.

Se o STF mantivesse a possibilidade de reeleição, seria uma demonstração de força de Rodrigo Maia. Ele se candidataria ou indicaria um dos seus que, com apoio da esquerda no segundo turno, levaria fácil a direção da Câmara. No Senado, Alcolumbre seria possivelmente candidato único. Agora, sem candidatos naturais, o jogo nas duas Casas ficou aberto. Quem afirmar que o parlamentar X ou Y é favorito ou está mal informado ou tem más intenções.

Continua após a publicidade

A economia brasileira vai mal e o descalabro na condução do combate à Covid-19 irá, em breve, obrigar as cidades a fecharem de novo. Sem vacinação em massa não há como a economia se recuperar. Como o governo Bolsonaro se mostra incapaz em enfrentar a realidade na pandemia, a melhor alternativa para o presidente se reeleger em 2022 é recriar o clima de embate ideológico. Para isso, é essencial ter o comando da Câmara e do Senado.

Com o Congresso em suas mãos, Bolsonaro poderá manter a popularidade votando temas caros aos seus três grandes grupos de eleitores: o agro, os evangélicos e os policiais. Entre os projetos que o governo Bolsonaro já mandou ou pretende enviar para votação estão a adoção do voto impresso, a liberação do uso de armas, a redução de punições para policiais e soldados que matarem em serviço, a legalização de terras griladas na Amazônia, a possibilidade de garimpo em terras indígenas, o aumento de restrições para o aborto, redução da maioridade penal e o projeto da Escola Sem Partido.

Continua após a publicidade

Para ter o embate ideológico de volta, Bolsonaro vai abrir as portas da esperança dos deputados. Ministérios serão recriados, estatais que seriam privatizadas vão ter novos cargos e o toma-lá-dá-cá será institucionalizado, como foi em todos os governos anteriores. É a Velha Política na veia.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).