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As referências de ‘Rua do Medo’, filme que homenageia o terror slasher

De 'Pânico' a 'Sexta-Feira 13', confira as inspirações do passado que pautam o novo terror adolescente da Netflix

Por Marcelo Canquerino Atualizado em 14 jul 2021, 18h09 - Publicado em 6 jul 2021, 17h21

Imagine o seguinte cenário: um grupo de pessoas, normalmente jovens, precisa fugir de um assassino em série mascarado. A fórmula simples pauta o subgênero do horror batizado de slasher, que desde os anos 70 arrebanha espectadores aos cinemas. Os exemplares vão do clássico O Massacre da Serra Elétrica (1974) até a popular franquia Pânico (iniciada em 1996), que ressuscitou o estilo na década de 90. Em uma homenagem aos filmes dessa fatia do terror, a Netflix deu início a uma trilogia de terror com Rua do Medo: 1994 – Parte 1. Na trama, um grupo de jovens descobre que a lenda urbana de uma bruxa pode estar relacionada a assassinatos esporádicos que ocorrem há mais de 300 anos na não tão pacata cidade de Shadyside. A história, baseada nos livros de R. L Stine, autor famoso por escrever Goosebumps, traz referências de grandes clássicos do estilo e atualiza o gênero para a geração Z. Confira a seguir: 

* Atenção, o texto contém spoilers do filme Rua do Medo: 1994

Pânico – O clima da história 

Cena do filme Rua do Medo: 1994.
Cena do filme Rua do Medo: 1994. Divulgação/Netflix

A principal fonte da qual o filme se alimenta é a série Pânico. A famosa franquia de terror adolescente de Wes Craven, que brinca com os clichês do slasher, é constantemente referenciado durante a história do filme e serve como base para estabelecer o clima do longa. A cena inicial presta uma homenagem clara ao momento em que Drew Barrymore, no primeiro filme, recebe o telefonema de um assassino mascarado e depois é perseguida até a morte. Dessa vez, porém, o assassino usa uma máscara de caveira, ao invés da clássica máscara branca de fantasma. Aos ouvidos aguçados é possível notar semelhanças entre a trilha sonora de Rua do Medo: 1994 e Pânico: os dois longas possuem o mesmo compositor, Marco Beltrami.

Halloween – O assassino silencioso 

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Cena do filme Rua do Medo: 1994.
Cena do filme Rua do Medo: 1994. Divulgação/Netflix

Outro representante do gênero slasher que está presente no longa é Michael Myers, o vilão de Halloween: A Noite do Terror, lançado em 1978. O filme de John Carpenter marcou uma geração não só por seu assassino em série mascarado, mas também por apresentar uma das trilhas mais memoráveis de filmes de terror. Na nova produção da Netflix, Myers empresta seu modus operandi ao homem com máscara de caveira. Os dois são muito parecidos quando o assunto é matar silenciosamente, ou até mesmo observar suas vítimas do lado de fora da casa esperando o momento certo para aparecer, sorrateiramente, com um susto. O filme também faz uma referência rápida ao clássico de Carpenter quando o grupo de amigos menciona o caso do garotinho Billy Barker, que, em 1922, trajando uma máscara horripilante, cometeu u, assassinato — assim como o pequeno Michael Myers na cena de abertura na qual mata sua irmã. 

Sexta-Feira 13 – Acampamento de verão 

Cena do filme Rua do Medo: 1994.
Cena do filme Rua do Medo: 1994. Reprodução/Netflix

Para além dos elementos sobrenaturais que permeiam Rua do Medo: 1994, a parte mais visceral e sanguinária da história fica por conta dos outros assassinos que vão aparecendo. Afinal, o grupo descobre que as mortes ocorridas na cidade foram causadas por uma bruxa, que agora colocou vários desses assassinos para persegui-los. O mais notório é um homem encapuzado com seu machado. A princípio, a referência não parece clara a Sexta-Feira 13: Parte II, segundo longa da franquia lançado em 1980, mas basta lembrar que antes de Jason usar a icônica máscara de hóquei — pela qual é conhecido até hoje — ele vestia um saco na cabeça. A inspiração na série Sexta-Feira 13 não poderia ficar de fora. O primeiro filme tem uma das reviravoltas mais chocantes do universo dos filmes slasher, além de ter usado e abusado dos elementos do gênero, que vão de adolescentes morrendo enquanto fazem sexo até mortes bem elaboradas. O longa da Netflix também pega emprestado o Campo Crystal Lake, cenário dos assassinatos cometidos por Jason, para criar o Campo Nightwing que, inclusive, será tema do próximo filme da trilogia, que estreia na sexta-feira, 9. 

Scooby Doo – Uma dose de cultura pop 

Cena do filme Rua do Medo: 1994.
Cena do filme Rua do Medo: 1994. Divulgação/Netflix

Para além dos clássicos do terror, o filme também tem muitas semelhanças com as histórias de Scooby Doo. O clima de adolescentes tentando resolver um mistério e bolando planos para acabar com os “vilões” permeia toda a trama. As referências vão desde as investigações que o grupo faz para descobrir o motivo de estarem sendo perseguidos, até a caracterização de alguns personagens, como o inteligente que desvenda tudo e emana ares de Velma, e o alívio cômico à la Salsicha

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