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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Gabeira acusa petista do BB de quebra de sigilo

Por Expedito Filho e Fausto Macedo no Estadão: “O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, acusou ontem o economista Expedito Afonso Veloso, ex-diretor de Gestão e Risco do Banco do Brasil (BB), de ter violado o sigilo bancário do empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam. Gabeira chegou a essa conclusão depois […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h10 - Publicado em 26 set 2006, 06h03
Por Expedito Filho e Fausto Macedo no Estadão: “O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sub-relator da CPI dos Sanguessugas, acusou ontem o economista Expedito Afonso Veloso, ex-diretor de Gestão e Risco do Banco do Brasil (BB), de ter violado o sigilo bancário do empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam. Gabeira chegou a essa conclusão depois de ouvir Expedito. ‘Ele quebrou o sigilo e devia estar preso.’ Ao mesmo tempo, a Procuradoria da República anunciou ontem que abrirá procedimento específico para investigar a conduta de Veloso e saber se ele teve acesso a dados bancários de Vedoin. O procurador repetiu três vezes que ‘é possível’ ter ocorrido invasão de dados no BB. ‘Vamos pedir investigação específica sobre isso. Ele (Veloso) pertencia a um sistema de inteligência e ocupava cargo de proeminência no Banco do Brasil. É possível que tenha tido acesso a dados confidenciais, isso é grave.’ O ex-diretor pode também ter violado os dados da conta do empresário Abel Pereira, suspeito de ser um dos intermediários de um esquema de corrupção que envolveria o ex-ministro da Saúde Barjas Negri. A direção do BB afastou Expedito do cargo de confiança e abriu sindicância para apurar seu envolvimento no caso. Segundo a Assessoria de Imprensa do banco, o ex-diretor será ouvido até o fim da semana. Na primeira etapa da auditoria, o BB concluiu que ‘de julho até ontem’, Expedito ‘ não acessou nenhuma das contas citadas pela imprensa’. Um alto funcionário do banco ressalvou, contudo, que ainda não há dados suficientes para absolver ou condenar Expedito. Os auditores vão apurar se um gerente de contas ou de agência teria violado o sigilo dos dois empresários por ordem do diretor demitido. ‘No âmbito desse inquérito será apurado se houve ou não quebra de conduta’, observou o funcionário do BB. O próprio Expedito contou a interlocutores que coletou 15 cheques ao portador, supostamente pagos por Vedoin a Pereira, com os respectivos comprovantes de depósitos bancários, para ajudar o chefe da máfia das ambulâncias na montagem de um dossiê contra políticos tucanos. ‘Nós temos 15 cheques do Vedoin para o Abel e os comprovantes dos depósitos bancários’, confidenciou a um amigo, logo que a sua participação no escândalo se tornou pública. O ex-diretor do BB não deu detalhes de como teria tido acesso aos dados nem apresentou nenhum pedido ou autorização prévia dos dois empresários. Expedito tem evitado falar nos valores para não se comprometer ainda mais. Mas, na conversa da sexta-feira com Gabeira, revelou como atuou na operação do dossiê. Segundo o deputado, Expedito contou que recolheu provas e as repassou a Vedoin. Para Gabeira, isso constitui violação do sigilo. Clique aqui para ler mais
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