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CPI mista aprova quebra de sigilo de Youssef e ex-diretor da Petrobras

Por Marcela Mattos, na VEJA.com: A CPI mista – com a presença de deputados e senadores – que investiga a Petrobras aprovou nesta quarta-feira a quebra dos sigilos bancários, telefônicos e de e-mails de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Youssef, os dois principais envolvidos na Operação Lava-Jato da Polícia Federal […]

Por Marcela Mattos, na VEJA.com:
A CPI mista – com a presença de deputados e senadores – que investiga a Petrobras aprovou nesta quarta-feira a quebra dos sigilos bancários, telefônicos e de e-mails de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Youssef, os dois principais envolvidos na Operação Lava-Jato da Polícia Federal de combate à lavagem de dinheiro. A votação dos requerimentos de quebra dos sigilos havia sido adiada sucessivas vezes e só foi possível depois de um acordo entre os líderes dos partidos. O PT condicionou a aprovação à retirada de pedidos de convocação feitos pela oposição para ouvir o ministro da Fazenda e atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Guido Mantega. Os integrantes da CPI solicitam acesso à íntegra das informações já colhidas pela Polícia Federal e querem uma nova varredura nas conversas dos dois entre os anos de 2005 e 2014. “Eu acho que ainda é pouco, mas é melhor do que não ter nada. Acredito que podemos avançar com as investigações tendo acesso a essas quebras de sigilo”, afirma o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). O deputado estima prazo de quinze dias para ter acesso às informações.

No total, foram aprovados 82 requerimentos na tarde desta quarta-feira. Além de Youssef e Paulo Roberto Costa, os parlamentares aprovaram ainda a quebra de sigilo de familiares do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras flagrados pela polícia tentando esconder documentos depois do estouro da Operação Lava-Jato. A CPI aprovou também a convocação da mulher, do genro e de duas filhas de Costa, e formalizou um convite ao juiz federal Sérgio Moro, que investiga o caso no Paraná, além de solicitações de documentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Conselho de Administração da Petrobras.

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