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Terceira vida?

São poucos os que ainda lembram, mas o Senado abrigou em 2001 uma CPI das ONGs destinada a apurar falcatruas idênticas as que acabam de brotar no Ministério do Trabalho e na Fundação Banco do Brasil. A investigação foi desacreditada por um detalhe simples: tanto os parlamentares – que lucram com as maracutaias não-governamentais – […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 05h24 - Publicado em 12 set 2013, 17h38

Mais uma CPI no Congresso

São poucos os que ainda lembram, mas o Senado abrigou em 2001 uma CPI das ONGs destinada a apurar falcatruas idênticas as que acabam de brotar no Ministério do Trabalho e na Fundação Banco do Brasil.

A investigação foi desacreditada por um detalhe simples: tanto os parlamentares – que lucram com as maracutaias não-governamentais – quanto o Planalto, que fecha os olhos para a roubalheira, não tiveram interesse em apurar o descalabro com dinheiro público na ocasião.

Mas a força dos fatos, sempre ela, insiste em revelar novas e criativas traficâncias no duto das ONGs. Em 2006 e 2007, a CPI das ONGs retornou ao Senado.

Muitos dos que estão na casa hoje ainda se lembram dela e de como a então senadora Ideli Salvatti — comandante da tropa governista — e seus colegas se esforçaram para esvaziar o quórum das reuniões, de modo a sepultar qualquer tentativa de investigação.

Ideli não queria dar discurso para a oposição, mas não viu problema em continuar dando dinheiro aos corruptos. Quem sabe quantos milhões? O ex-senador Heráclito Fortes, que presidiu a CPI das ONGs na segunda fase, lamenta:

– Se o governo não tivesse boicotado, isso poderia ter sido evitado.

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