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Prefeitura de São Paulo quer guarani como segunda língua oficial da cidade

Projeto prevê incentivo do uso e aprendizado do idioma em escolas, documentos públicos e campanhas institucionais do município

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 13 set 2021, 10h55 - Publicado em 13 set 2021, 17h30

O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) enviou à Câmara Municipal um projeto para tornar a língua guarani o idioma ‘cooficial’ da cidade.

Parada desde julho no Legislativo, a proposta prevê o incentivo do uso e do aprendizado do guarani nas escolas e nos meios de comunicação, especialmente nos territórios indígenas do município, além de garantir a produção de documentos públicos e campanhas publicitárias institucionais em ambas as línguas — português e guarani.

O texto também determina a disponibilização de tradutor, quando necessário, para “evitar ações de caráter discriminatório” e disciplina, ainda, a organização de censo demográfico da população indígena a cada cinco anos pela prefeitura.

De acordo com o último Censo do IBGE, a população guarani no estado de São Paulo era de 4.138 pessoas em 2010 — cerca de 6% do total de guaranis em todo o Brasil.

Na cidade de São Paulo, uma das principais aldeias da etnia é a Tekoa Pyau, no Jaraguá, zona noroeste, com aproximadamente 600 indígenas.

 

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