Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Para desespero dos bolsonaristas, é julho e o presidente segue sem partido

No universo paralelo do Planalto, ele sonhava que todos os partidos alinhados iriam brigar para recebê-lo. O que aconteceu foi o oposto

Por Robson Bonin Atualizado em 12 jul 2021, 09h58 - Publicado em 12 jul 2021, 08h31

Estamos quase na metade de julho e o presidente Jair Bolsonaro, que tentará a reeleição em 2022, ainda não tem um partido para lançá-lo na empreitada.

Com aliados desesperados diante da falta de organização do bolsonarismo para disputar vagas na Câmara, no Senado e nos Executivos e Legislativos estaduais, Bolsonaro tinha colocado março como prazo limite para sua nova filiação.

No universo paralelo do Planalto, ele sonhava que todos os partidos alinhados iriam brigar para recebê-lo. O que aconteceu foi o oposto. Nenhum partido sólido topou entregar seus rumos a Bolsonaro, como fez o nanico PSL em 2018.

+ Filiação de Bolsonaro ao Patriota para 2022 está cada vez mais distante

O presidente flertou com PP de Ciro Nogueira, com o PL de Valdemar Costa Neto e com o PTB de Roberto Jefferson. Acabou quase fechando com o nanico Patriota, que transformou-se numa cilada política ao clã Bolsonaro, visto que Flávio se filiou, mas uma guerra interna impediu até agora a entrada do pai.

Sem partido, sem estrutura e sem articulação de palanques estaduais — isso sem falar na esmagadora rejeição do presidente –, o bolsonarismo deve penar para permanecer do mesmo tamanho depois de 2022.

Continua após a publicidade

Publicidade