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Filiação de Bolsonaro ao Patriota para 2022 está cada vez mais distante

Para interlocutores, pesou a resistência liderada pelo vice-presidente da sigla, Ovasco Resende

Por Leonardo Lellis 7 jul 2021, 17h33

Está cada vez mais distante a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Patriota para disputar a reeleição em 2022. Pesou, segundo interlocutores do presidente, a resistência interna liderada por Ovasco Resende, que está em pé de guerra com o presidente da legenda, Adilson Barroso.

Barroso chegou a promover mudanças no estatuto partidário para abrir caminho para a filiação de Bolsonaro no mesmo dia em que foi anunciada a filiação do senador Flávio Bolsonaro (RJ). Alegando nulidades, o grupo de Ovasco, vice-presidente do partido, contestou o movimento, judicializou a questão e, em troca, tentou afastar Barroso do comando da legenda.

Sem partido desde 2019, quando deixou o PSL em meio a um racha na legenda, Bolsonaro segue sem partido para disputar a reeleição — ele precisa estar filiado até seis meses antes do pleito de 2022.

O presidente tentou encampar a criação de um partido próprio, o Aliança pelo Brasil, mas, sem o número mínimo de apoiamentos reconhecidos pela Justiça Eleitoral, a ideia também não prosperou. Assim, é dado como certo que ele irá para um partido já existente.

Embora tenha outras legendas cotadas para abrigar o presidente, como o PTB de Roberto Jefferson, o PRTB de Hamilton Mourão ou o PP, pelo qual já foi deputado, há uma variável que também dificulta o “casamento”: Bolsonaro não abre mão de exercer o controle sobre o partido que irá recebê-lo.

 

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