Para Boulos, pressão do PT é ‘postura de quem não quer unidade’
Petistas têm articulado para tentar evitar que o líder do PSOL siga com sua candidatura ao governo de São Paulo

Em conversas com aliados nesta semana, Guilherme Boulos definiu como uma “expressão do hegemonismo do PT” o movimento do partido em São Paulo para que ele não avance com sua candidatura ao governo do estado.
“Se o PT quer apoiar o PSOL em 2024, que apoie em 2022”, desabafou o líder do PSOL, segundo aliados.
Para Boulos, não é razoável, num quadro de necessidade de fortalecimento das esquerdas, que o PT tente impedir que o PSOL tenha palanques próprios nas eleições do ano que vem.
“É uma postura de quem não quer unidade”, disse Boulos a aliados.
Conforme mostrou a coluna no início deste mês, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad deu início à articulação do plano de governo para a campanha petista ao Palácio dos Bandeirantes no ano que vem.
Pessoalmente, Haddad desconversa que será o candidato ao governo de SP em 2022, mas afirma que está elaborando propostas junto a especialistas da administração pública, que serão um “mapeamento profundo das vocações socioeconômicas do estado”.