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MPF investiga empréstimo de R$ 101 mi do Banco da Amazônia a grupo goiano

Segundo os investigadores, dinheiro teria sido liberado a partir de um financiamento sem 'garantias mínimas' para o negócio

Por Robson Bonin Atualizado em 14 set 2020, 19h13 - Publicado em 14 set 2020, 09h28

O MPF investiga um empréstimo de 101 milhões de reais do Banco da Amazônia, administrado pela União, à empresa Rialma Fertilizantes Indústria e Comércio S/A, que pertence a parentes do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Segundo os investigadores, a montanha de dinheiro teria sido liberada ao grupo goiano a partir de um financiamento “com inobservância de garantias mínimas” para a operação.

O inquérito foi aberto pelo MPF porque os investigadores consideraram que “há indícios mínimos da verossimilhança das alegações deduzidas na representação formalizada, o que pode configurar ato improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e que viola os princípios da administração pública.

ATUALIZAÇÃO, 19H12 — O Banco da Amazônia enviou a seguinte nota ao Radar: “Acerca de publicação intitulada ‘MPF investiga empréstimo de R$ 101 mi do Banco da Amazônia a grupo goiano’, publicada na coluna Radar, de Veja, nesta segunda-feira, dia 14 de setembro de 2020,  alusiva à empresa RIALMA FERTILIZANTES INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A, o Banco da Amazônia informa que se trata de operação contratada em 2018, que visou à obtenção de linha de financiamento para construção e implantação de planta industrial de beneficiamento para produção de fertilizantes. O projeto percorreu todos os fluxos e instâncias normativas, destacando-se a estrutura de garantias reais em percentual equivalente à 152% (cento e cinquenta e dois por cento) do valor do financiado, percentual este acima do mínimo disposto na norma de concessão, que é de 130% (cento e trinta por cento). Não obstante a isso, o Banco da Amazônia exigiu ainda todos os mitigadores de risco, inerentes a operações desse porte, justamente para agregar maior nível de segurança à contratação, como é a regra de governança de nossa Instituição. Portanto, o negócio jurídico observou todas as disposições necessárias à contratação, estando o Banco devidamente acautelado no que concerne às garantias. É o que, por ora, compete ao Banco da Amazônia informar sobre o assunto”.

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