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MP do Paraná afasta promotor que tocava investigação a políticos

Ele estava há 10 meses aguardando a anuência do procurador-geral da Justiça para ouvir Beto Richa

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 24 out 2017, 17h15 - Publicado em 24 out 2017, 17h03

O Ministério Público do Paraná tirou do circuito um dos promotores responsáveis por inquéritos da Operação Quadro Negro, que apura um esquema de desvios de recursos de construção de escolas e já chegou à antessala de Ricardo Barros.

O promotor em questão protocolou sete ações contra deputados estaduais, participou de duas delações premiada e caminhava para finalizar processos de improbidade administrativa relativos a gente graúda.

Na mira dele estavam o governador, Beto Richa; o presidente da Assembleia do Paraná, Ademar Traiano; e o secretário da Casa Civil e deputado federal licenciado, Valdir Rossoni, entre outras excelências.

Há dez meses, o promotor pede a anuência do procurador-geral da Justiça, Ivonei Sfoggia, para notificar Richa e Traiano. Precisava ouvi-los para concluir as ações.

Sem resposta há quase um ano, o promotor decidiu enviar as notificações às autoridades. Mexeu com os poderosos, a casa caiu.

Inconformado, Sfoggia, que chegou ao comando do Ministério Público nomeado por Beto Richa, informou seu subordinado que ele deixaria o grupo de trabalho responsável pela Quadro Negro.

Como justificativa do afastamento, ele alegou que o promotor estava sobrecarregado…

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