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Paulo Cezar Caju Por Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Vasco, Botafogo e Cruzeiro, abraçados em um atoleiro sem fim

No clube cruz-maltino, virtualmente rebaixado, apontavam Eurico Miranda como o grande responsável, mas nada mudou desde a sua morte

Por Paulo Cezar Caju Atualizado em 23 fev 2021, 16h21 - Publicado em 22 fev 2021, 11h26

Se fizermos uma enquete para saber quem inventou o futebol acho que a grande maioria responderá Inglaterra, mas os pesquisadores garantem que a bola já rolava na China, Japão e Grécia há 2.000 anos e que os ingleses apenas criaram as regras, organizaram a casa. A verdade é que chineses, japoneses e gregos não evoluíram e, hoje, considero a Liga Inglesa a melhor do mundo. Salve, Guardiola!

Há muitos anos, o Brasil aprimorou e popularizou essa invenção. De nossos campos de várzea nasceram os melhores jogadores do planeta, os mais temidos, respeitados e admirados. Sempre fomos copiados, éramos referência e ao longo dos anos perdemos a credibilidade, o encanto, a magia, o suingue e até a vergonha.

Vasco, Botafogo e Cruzeiro, três potências do futebol, estão abraçados em um atoleiro sem fim. Junta-se a Ponte Preta e Guarani, duas máquinas de futebol da década de 70/80, Goiás, Coritiba, clubes tradicionais e de imensas e apaixonadas torcidas. A imprensa nunca se aprofundou para entender, esclarecer todo esse retrocesso e limita-se a apontar a falta de profissionalismo das administrações. Será que as tevês, federações e confederações não beneficiaram determinados clubes e levaram outros à penúria?

No Vasco, apontavam Eurico Miranda como o grande responsável, mas nada mudou desde a sua morte. O América desfez-se de seu patrimônio e praticamente sumiu do mapa. Queria entender o que foi, efetivamente, feito para salvar essa marca e tantas outras. No Brasil, 90% dos clubes devem estar endividados e o futebol é um mercado milionário, tão rico que o Inter pagou R$ 1 milhão para garantir a escalação de Rodinei. Não foi do Leandro, Carlos Alberto Torres ou Nelinho, mas do Rodinei. Sem querer menosprezar o atleta, mas isso só demonstra o abismo técnico que vivemos. Por ser muito atabalhoado, acabou chegando atrasado e foi expulso ontem, mas não considerei maldade.

  • São muitos pontos a serem discutidos, mas a imprensa insiste em exaltar falsos ídolos e apostar suas fichas em um ou dois clubes. Já até perdi as contas de quantos times assumiram a liderança neste Brasileirão! Estamos sem rumo, sem cabeças pensantes, doente. Podíamos pedir ajuda a três médicos que já brilharam em nossos campos, mas Dr.Sócrates está em outra dimensão, Tostão, recluso em Minas, e Afonsinho, aposentado, jogando peladas em Paquetá. Ou seja, sem vacina, nosso futebol seguirá sem previsão de alta, respirando com ajuda de aparelhos, nas UPAs nossas de cada dia.

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