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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

“Só com diálogo será possível aprovar o orçamento”, diz presidente da CMO

Deputada Flávia Arruda diz que “prazo é exíguo” e que Comissão Mista de Orçamento será “atípica”, mas autônoma

Por Matheus Leitão Atualizado em 18 fev 2021, 09h58 - Publicado em 18 fev 2021, 09h12

A deputada Flavia Arruda, (PL-DF), que comanda a Comissão Mista de Orçamento (CMO), no Congresso, afirma que “essa CMO á atípica”. Ela também garante que terá autonomia, mas que “o espaço fiscal é muito pequeno”. Realmente, é atípica porque os parlamentares trabalharão contra o tempo, mas ela prevê que no fim de março o orçamento estará pronto para ser votado. “Isso só se consegue no diálogo”, disse à coluna.

“Essa CMO é atípica, como sabe. Demorou muito a ser instalada e o momento é muito difícil, de profunda escassez de recursos. Fizemos um cronograma apertadíssimo para tentarmos aprovar o orçamento até fim de março. O diálogo é o único caminho para um grande acordo suprapartidário capaz de nos ajudar aprovar esse orçamento em prazo tão exíguo”, afirmou Flávia Arruda.

Segundo a parlamentar, “o relator [senador Marcelo Bittar, MDB-AC] vem trabalhando há algum tempo e agora terá o auxílio dos subrelatores. A comissão tem autonomia, mas o espaço fiscal é realmente muito pequeno”.

A presidente da Comissão Mista de Orçamento explica também que iniciou um diálogo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a manutenção do auxílio emergencial. “Iniciamos um diálogo com o ministro Paulo Guedes e os técnicos da comissão estão trabalhando com os do governo numa alternativa que atenda essa necessidade, possa ser aprovada no congresso e não desorganize a economia. A PEC de guerra, como é conhecida, pode nos criar esse espaço de manobra”, admite a deputada.

Na avaliação da presidente da Comissão Mista do Orçamento, “pode haver uma forma de criar o auxílio com a PEC, mesmo antes do orçamento”. “Não estou dizendo que vai acontecer, mas é possível, desde que executivo e legislativo estejam de acordo”, finaliza.

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