Bolsonaro dá um passo a mais para ter a PF sob controle
Exoneração de Saraiva é usada para tentar desestimular qualquer ato de autonomia de delegados
Um ano depois, o presidente Jair Bolsonaro pode dizer que deu certo a ideia de intervir na Polícia Federal (PF). Agora, é fato que o órgão está sob o controle dele, como ele queria. O caso envolvendo a saída de Alexandre Saraiva da superintendência da PF no Amazonas é uma prova disso.
O presidente não precisou fazer nenhum movimento para trocar o responsável por apresentar uma notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, decidiu retirar Saraiva do cargo antes que Bolsonaro precisasse se manifestar.
Ao apresentar uma notícia-crime contra Salles ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministério Público Federal (MPF), Saraiva estava apenas cumprindo sua obrigação.
Segundo ele, o ministro defende empresários madeireiros envolvidos na maior apreensão de madeira ilegal da história. No início deste mês, Saraiva já tinha dado o recado: em entrevista à Folha de S. Paulo, disse que “na Polícia Federal não vai passar boiada”. Saraiva ocupou cargos de superintendente por mais de 10 anos, mas atacar o ministro do governo foi a gota d’água para sua saída.
Enquanto o governo continua negligenciando os cuidados com o desmatamento na Amazônia e fica marcado pela péssima política ambiental, aqueles que tentam se manifestar são rapidamente retirados de cena. A estratégia funcionou. Bolsonaro tem o controle da PF.
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