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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

7 de setembro: Fux x Bolsonaro

Presidente do STF se posiciona e mostra que não vai tolerar atos violentos

Por Matheus Leitão 2 set 2021, 17h35

Faltando cinco dias para as manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores acontecerem, uma reação importante deixou uma mensagem de que o país não vai tolerar nenhuma atitude que ameace a democracia.

Nesta quinta, 2, durante a abertura da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, se posicionou de forma contundente ao comentar os atos programados para 7 de setembro.

Num recado claro à ala radical que defende pautas como intervenção militar e o fechamento do STF, Luiz Fux destacou que a liberdade de expressão não comporta violências ou ameaças. Ao enfatizar a importância das manifestações pacíficas, usou palavras de Martin Luther King, um dos maiores pastores e defensores dos direitos civis da história.

“O exercício de nossa cidadania pressupõe respeito à integridade das instituições democráticas e de seus membros, conforme a lição legada por Martin Luther King Jr: “a paz jamais será mantida pela força; ela só pode ser obtida por meio do entendimento mútuo”, disse Fux.

A mensagem do ministro é clara: não há espaço ou tolerância com a violência. A afirmação derruba a bandeira levantada pelo presidente do país constantemente. Durante evento militar nesta quarta, 1, Bolsonaro afirmou que quem busca a paz deve “se preparar para a guerra” e disse que “com flores não se ganha a guerra”.

Fux não quer guerra. Na conclusão de seu discurso, o presidente do STF disse que a Suprema Corte do país permanece atenta e vigilante para manter a plenitude democrática.

Um discurso decisivo como o de hoje mostra que nem Bolsonaro nem seus apoiadores têm carta branca para fazerem o que quiserem.

A democracia é maior do que as bandeiras radicais levantadas por esses grupos. E como presidente de uma das instituições mais importantes do país, Luiz Fux já mostrou que não vai se omitir se algo fora da democracia acontecer.

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