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Na filiação ao PSD, Pacheco evoca Tancredo e JK e fala em fome e pandemia

Durante a cerimônia de adesão ao partido, o presidente do Senado foi lançado por Gilberto Kassab como candidato ao Planalto em 2022

Por Da Redação Atualizado em 27 out 2021, 14h22 - Publicado em 27 out 2021, 13h12

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, formalizou nesta quarta-feira, 27, a sua filiação ao PSD evocando as memórias de dois ícones da política mineira que se tornaram conhecidos pela capacidade de conciliação e de articulação: os ex-presidentes Juscelino Kubitscheck e Tancredo Neves.

As qualidades são exatamente o que o candidato busca para se firmar como a melhor opção da chamada terceira via, uma alternativa presidencial aos hoje favoritos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro na disputa eleitoral de 2022.

A cerimônia de filiação aconteceu exatamente no Memorial JK, em Brasília, em um evento marcado por simbolismos. O broche do PSD foi colocado em Pacheco pela neta de JK, Anna Christina Kubitscheck, diretora do museu. Nesse momento, a trilha sonora era Peixe Vivo, música de campanha de Juscelino à presidência nos anos 50 e sua favorita.

O evento reuniu até gente de outros partidos, como os senadores Davi Alcolumbre (AP) — que estava na mesa de dirigentes — e Marcos Rogério (RO), que é um dos maiores defensores de Bolsonaro no Congreso.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, lançou o nome do presidente do Senado para o Palácio do Planalto em 2022. No discurso, Pacheco falou nas tragédias da fome, que chamou de “flagelo inaceitável”, e da pandemia. Ele caracterizou o momento do País como um dos “mais difíceis da nossa história”.

Ao citar as duas inspirações mineiras, Pacheco falou em esperança no futuro e conciliação na política. Ele retratou JK como “visionário” e Tancredo como “alguém capaz de provocar sempre o consenso”. Apostando em um perfil moderado, Pacheco argumentou que o Brasil está cansado de extremos, uma referência aos dois pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para 2022.

“Faço política de forma responsável”, disse Pacheco. “Já passou da hora, mesmo, de voltarmos ao diálogo e retomarmos o equilíbrio.”

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