Ceará: a dura vida de Tasso contra Camilo Santana por um lugar no Senado
Segundo o Paraná Pesquisas, governador do PT tem ampla vantagem sobre o tucano na corrida pela única vaga que está em disputa no estado em 2022

A vida do senador Tasso Jereissati (PSDB) para renovar o seu mandato em 2022 – caso queira disputar a reeleição – não será fácil. O seu principal adversário, o atual governador Camilo Santana (PT), lidera disparado a corrida pela única vaga do estado ao Senado no ano que vem.
Segundo levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 25 e 29 de junho, o petista tem 53,7% das intenções de voto contra 22, 5% do tucano – neste cenário, o ex-vice-governador Domingos Filho (PSD) tem 4,2% e a professora Anna Karina (PSOL) tem 1,8%.
Em outra simulação, o resultado é parecido: Camilo tem 53,9% contra 23,1% de Tasso, 3,7% do jornalista Donizete Arruda (sem partido) e 2,0% de Anna Karina. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Contra o tucano pesará também a alta popualridade do governador. A administração do petista é aprovada por 72,1% dos cearenses (veja quadro abaixo). A aprovação é ainda maior entre os eleitores com mais de 60 anos (78,7%) e as mulheres (78,1%). Quando questionados sobre como avaliam a gestão, 59,4% a classificam como ótima ou boa e apenas 14,8% dizem que ela é ruim ou péssima – outros 24,3% a têm como regular.
Mas tanto Camilo quanto Tasso podem nem disputar o Senado. O petista reluta entre ser candidato – para isso teria que deixar o governo em abril do ano que vem – ou apoiar algum nome da coalizão que hoje comanda o estado e que inclui os irmãos Ciro e Cid Gomes. Além disso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma aliança no estado do PT com o ex-senador Eunicio Oliveira (MDB), que pode tentar voltar ao Congresso.
Já Tasso é um dos quatro pré-candidatos à Presidência da República pelo PSDB em 2022. Os outros são os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) e o ex-senador Arthur Virgilio (AM). As prévias do partido serão em disputas em outubro deste ano.
A pesquisa foi feita por meio de entrevistas por telefone (sem o uso de robôs) com 1.528 eleitores de 84 municípios do Ceará.