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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

STF cala Bolsonaro

Defesa de Silveira ficou restrita à tropa da internet e a uns poucos deputados

Por Dora Kramer Atualizado em 19 fev 2021, 11h37 - Publicado em 18 fev 2021, 09h33

O deputado Daniel Silveira pretendia se valer da imunidade parlamentar para dar um toque de reunir a tropa dos radicais na provocação do Supremo Tribunal Federal, mas acabou criando um problema grande para o presidente Jair Bolsonaro que ficou pelas circunstâncias obrigado a se calar. Se falasse, voltaria a se indispor com o STF que não está para brincadeiras.

Com isso, Silveira ficou sem defesa “de cima”. Manifestaram-se a favor dele apenas alguns poucos deputados e a turma da internet. Ministros e até os filhos do presidente, sempre tão eloquentes, mantiveram silêncio, bem como a deputada Bia Kicis para não piorar a situação de rejeição à sua indicação para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ou seja, quem tinha consequências a medir ficou de boca fechada.

Ainda que a Câmara venha a recusar a prisão do deputado ou que se chegue a um meio termo optando-se, por exemplo, por uma medida cautelar, o recado do Supremo está dado: Há limite e este é o respeito à lei, aos preceitos da democracia.

Este tipo de alto lá tem o condão de evitar que situações aparentemente só inconsequentes cresçam ao ponto de se tornarem incontroláveis. Jair Bolsonaro quando deputado disse barbaridades, propôs o fuzilamento de Fernando Henrique e defendeu a tortura em Dilma Rousseff. Caso tivesse recebido um corretivo em regra a história do Brasil provavelmente seria outra.

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