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Clarissa Oliveira Notas sobre política e economia. Análises, vídeos e informações exclusivas de bastidores

Doria: ‘Se ficarmos fracionados, não teremos uma terceira via’

Ao Amarelas On Air, tucano descarta impeachment do presidente Jair Bolsonaro e diz que união do centro é necessária para romper polarização

Por Clarissa Oliveira Atualizado em 4 out 2021, 20h53 - Publicado em 4 out 2021, 19h00

Confortável no figurino de pré-candidato à Presidência, o governador João Doria diz se preparar para uma eleição “suja e sórdida” no ano que vem. Terceiro convidado do Amarelas On Air, novo programa de entrevistas de VEJA, o tucano minimiza seu baixo desempenho nas pesquisas e prevê um fôlego maior a partir do ano que vem. Dizendo-se otimista para encarar as prévias do PSDB, ele afirma que a prioridade é quebrar a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo que, para isso, precise abrir mão da candidatura.  

Doria jantou na semana passada com os ex-ministros Sérgio Moro e Luiz Henrique Mandetta, ambos colocados como possíveis alternativas para a corrida presidencial. Questionado, o tucano garantiu que se retira da disputa se entender, lá na frente, que seu nome não tem viabilidade. “Se ficarmos fracionados, não teremos uma terceira via. Teremos Lula ou Bolsonaro sucedendo a esse governo, o que seria um desastre”, afirmou o tucano. “Todos nós que somos pré-candidatos temos que ter a humildade de abrirmos mão, se necessário, em torno de um nome que possa ser vencedor.”

Doria disse não ver clima no Congresso para um impeachment contra o presidente avançar. Segundo ele, a sucessão de Bolsonaro se dará nas urnas, após uma campanha que promete ser marcada pela disseminação de notícias falsas e pela lógica do ódio.  “As eleições do ano que vem vão ser as mais sujas e sórdidas eleições da historia”, afirmou. “Esta não é uma campanha para bonzinhos. É uma campanha para pessoas que tenham personalidade.”

Mesmo que venha a se afastar da corrida ao Planalto, Doria garante que não vai concorrer à reeleição para o governo do Estado. Também descarta a recondução no caso de um dia chegar à Presidência da República. “A reeleição é um mal, porque permite que gestores que as recém-eleitos ingressem no governo e, ao invés de cuidar da gestão, comecem a cuidar da reeleição.”

Disputa interna. Doria elogiou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, seu adversário nas prévias tucanas, marcadas para novembro. Segundo ele, o gaúcho é um quadro de “valor”, que espera trazer para sua campanha caso leve a cabeça de chapa para a corrida presidencial. Ainda assim, o governador se queixa do alinhamento de setores da bancada federal – inclusive deputados gaúchos – ao governo federal.

Ex-eleitor de Bolsonaro, ele diz que caiu em uma “farsa” e que “não tem compromisso com o erro”. “É o pior governo da história da República brasileira, o pior de longe. Além de afrontar a democracia, afronta os princípios básicos da decência, da honestidade, do respeito pela imprensa, do respeito pelas mulheres, do respeito pelas minorias. É um governo intransigente, autoritário, agressivo, e que colocou o Brasil em sua pior crise. Pior crise de sua história, institucional, moral, financeira e democrática, desde 1964, é deste governo. Como pode alguém no PSDB votar a favor de um governo que é contra a democracia? Como pode ter uma posição como esta. É triste.”

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Ao falar sobre a disputa interna, Doria minimizou os atritos com Geraldo Alckmin. Ele afirmou ter “muito respeito” pelo antecessor e explicou ter optado pela renovação ao apoiar Rodrigo Garcia para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. Segundo ele, foi colocada para o ex-governador a possibilidade de concorrer ao Senado ou de disputar prévias para o governo paulista. Mas Alckmin, segundo ele, não aceitou.

Doria não escondeu, por outro lado, a irritação em relação ao senador Aécio Neves (MG). “Sobre o Aécio, eu prefiro falar sobre coisas sérias e coisas importantes”, ironizou. Segundo ele, Aécio e seus aliados disseminam “narrativas falsas” a seu respeito.

Doria foi o terceiro entrevistado do Amarelas On Air. Antes dele, estiveram no novo programa de VEJA o ex-presidente da República Michel Temer e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

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Leia mais em: https://veja.abril.com.br/blog/clarissa-oliveira/joao-doria-sera-o-proximo-entrevistado-do-amarelas-on-air/

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