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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Seis notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann CARLOS BRICKMANN O grande mudo…  O ex-presidente Lula continua em silêncio, quase 240 dias depois da operação Porto Seguro, que envolveu a funcionária federal Rosemary Noronha. Não falou sobre o caso, não falou sobre as manifestações de rua, não fala sobre as articulações de setores do PT que pretendem […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 31 jul 2020, 05h47 - Publicado em 17 jul 2013, 09h00

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

O grande mudo… 
O ex-presidente Lula continua em silêncio, quase 240 dias depois da operação Porto Seguro, que envolveu a funcionária federal Rosemary Noronha. Não falou sobre o caso, não falou sobre as manifestações de rua, não fala sobre as articulações de setores do PT que pretendem lançá-lo candidato à sucessão de Dilma.

…continua mudo
Não são só assuntos públicos que emudecem o ex-presidente. Neste domingo, o sexto neto de Lula foi batizado em Santo André, SP. A história é muito bem narrada pela repórter Bruna Gonçalves, do Diário do Grande ABC: Lula não quis falar com jornalistas. Sentou-se longe dos parentes, conversou apenas com um amigo. 

Em silêncio entrou, em silêncio saiu, pela porta dos fundos da paróquia.

Onde está o dinheiro? 
A Assembleia Legislativa de São Paulo pagava auxílio-moradia para todos os 94 nobres parlamentares ─ inclusive os que moram na Capital. O Tribunal de Justiça extinguiu o auxílio-moradia, em 9 de maio; oito dias depois, a Assembleia criou o auxílio-hospedagem, que é a mesma coisa, só que pago apenas a quem não mora na Capital, no valor de até R$ 2.850 mensais. E, como ninguém é de ferro, aproveitou para aumentar, discretamente, o valor da Gratificação Especial de Desempenho, que Suas Excelências podem distribuir entre os servidores de seu gabinete. 

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Claro, é mais do que se gastava com auxílio-moradia; e amplia as despesas em R$ 4,3 milhões por ano. Não é uma quantia que desequilibre o orçamento do Estado, nem que, se economizada, resolveria outros problemas; mas é um problema de falta total de sensibilidade. É o levar vantagem em tudo.

Notícia boa ─ 1
Dentro de poucos dias, o papa Francisco deve chegar ao Brasil, para a Jornada Mundial da Juventude. Este colunista não é católico, nem religioso praticante; é totalmente favorável ao Estado laico; e apoia sem restrições qualquer esforço para garantir ao papa as melhores condições possíveis para pregar, orientar e conduzir seus fiéis. Não é na estrutura do grande evento que se deve fazer economia. A jornada do papa é um fato internacional, positivo, uma vitrine do Brasil no mundo. 

Se é para economizar, há muitos lugares em que isso deve ser feito.

Notícia boa ─ 2
Um dos melhores amigos do papa Francisco é um judeu, o rabino Abraham Skorka; ambos dedicaram muito tempo de seus encontros a conversas sobre religião, a partir da origem comum de Judaísmo e Catolicismo, e escreveram juntos um livro notável, Sobre o céu e a terra, em que o tema é abordado com rara profundidade e texto de primeira linha, que prende o leitor e o leva a pensar. 

O livro do cardeal Jorge Mario Bergoglio, papa Francisco, e do rabino Abraham Skorka deve ser lançado amanhã, no Salão Nobre da ARI, Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro, a partir das 19h (Rua General Severiano, 170). A partir das 20h, sob o título Concordo contigo, ainda que discorde ─ razões para o diálogo inter-religioso, o rabino Skorka conversa com o padre jesuíta Jesus Hortal, com mediação da jornalista Leila Sterenberg. Oportunidade única.

Chega de boas notícias
O Governo nega, o ministro Mantega explica, o ministro Gilberto Carvalho diz que não é bem assim, a ministra do Planejamento está mais quieta do que Lula desde o caso Rose, mas desde a manifestação das centrais sindicais não dá para negar o fenômeno. Não faz muito tempo, conforme o local, colocava-se um manifestante nas ruas por R$ 30,00, lanche incluído. 

Agora, os manifestantes cobraram R$ 70,00, fora a condução. Quem pode dizer que não há inflação?

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