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O Clinton de botequim deveria ter saído da sala de interrogatório diretamente para a cadeia. Ou para algum hospício

Condução coercitiva foi pouco, grita a leitura do depoimento de Lula à Polícia Federal. Divulgada nesta segunda-feira, a transcrição da conversa informa que o chefão do cleptopopulismo (ainda) no poder não se sentiu “prisioneiro”, como fantasiou na discurseira a seus devotos. Sentiu-se em casa, corrige o palavrório despejado na sala de interrogatório pelo investigado insolente. […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 9 fev 2017, 11h21 - Publicado em 15 mar 2016, 19h21

Condução coercitiva foi pouco, grita a leitura do depoimento de Lula à Polícia Federal. Divulgada nesta segunda-feira, a transcrição da conversa informa que o chefão do cleptopopulismo (ainda) no poder não se sentiu “prisioneiro”, como fantasiou na discurseira a seus devotos. Sentiu-se em casa, corrige o palavrório despejado na sala de interrogatório pelo investigado insolente.

Entre chiliques ensaiados e surtos de cólera, contou vantagem e contou mentiras em linguagem de pátio de presídio. Se o delegado fosse menos tíbio, o pai do Petrolão seria preso por desacato à autoridade depois da primeira resposta debochada. Se houvesse um psiquiatra forense testemunhando a conversa, não escaparia da camisa de força na terceira manifestação de insanidade.

Depois de contar que cobra 200 mil dólares por palestra, por exemplo, justificou o preço salgadíssimo com a seguinte maluquice: “Nós pegamos um valor do Bill Clinton e falamos: ‘Nós fizemos mais do que ele, então nós merecemos pelo menos igual’. Conversa de napoleão-de-hospício. Basta o vídeo em que um sopra um saxofone e outro tortura uma vuvuzela para atestar que o Lula tem tanto a ver com o colega ianque quanto Dilma Rousseff com Winston Churchill.

É a segunda vez que o camelô de empreiteira se compara a um estadista americano. Há dois anos, botou na cabeça que era a versão nativa de Abraham Lincoln. Nesta semana, o Lincoln de galinheiro foi substituído por um Clinton de botequim.

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