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Doença é a corrupção. A Lava Jato é o remédio

A Justiça ainda confunde prontuários ambulantes com pais da pátria

Em março deste ano, o advogado Modesto Carvalhosa transformou a entrevista ao programa Roda Viva (assista abaixo) numa aula magna sobre a praga da corrupção apadrinhada pelos donos do poder — talvez a obra mais repulsiva entre as tantas obscenidades institucionalizadas por Lula e expandidas por Dilma Rousseff. Ao longo de 90 minutos, Carvalhosa lancetou tumores escancarados pelo Petrolão e mostrou como extirpá-los.

Com a bravura de quem lida desde a juventude com adversários de alta periculosidade, o jurista intimorato demoliu a argumentação malandra dos insones com o instrumento legal da delação premiada e desmoralizou os que insistem em neutralizar a Operação Lava Jato com rabulices de porta de cadeia e chicanas de quinta categoria. Carvalhosa provou que o que prejudica a governabilidade não é o combate à corrupção, mas a impunidade dos corruptos.

Achar o contrário, comparou, é culpar o remédio por estragos provocados pela doença. A Lava Jato é solução, não problema. Não pode terminar antes que seja devassada a última catacumba, não pode ser interrompida antes que sejam identificados todos os integrantes da quadrilha formada por bandidos de estimação de qualquer governo. É o que ensina o artigo publicado no Estadão deste sábado por Modesto Carvalhosa, e reproduzido pela coluna.

O texto demonstra que existe no Congresso uma milícia fantasiada de “Polícia Legislativa”. A operação autorizada pela Justiça Federal teve como alvo um bando de jagunços cuja existência insulta a Constituição e reafirma a desfaçatez do cangaceiro disfarçado de presidente do Senado. “Eu acredito na Justiça”, disse Renan Calheiros ao saber da decisão do ministro Teori Zavascki que, na prática, estendeu a imunidade parlamentar à guarda pretoriana a serviço de parlamentares enredados em bandalheiras multimilionárias.

Tal frase só será endossada pelo Brasil decente quando o Supremo Tribunal Federal tratar como se deve um prontuário ambulante. É o que acaba de fazer  Modesto Carvalhosa.

Comentários
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  1. Comentado por:

    jm

    eu nem sabia que tinha policia legislativa, isto é brincadeira, pensava que quem cuidava da segurança no Congresso seria a Polícia Federal. A petezada infiltrou uma quadrilha dentro do Congresso além de deputados, senadores, funcionários fantasmas, agora se descobre mais uma…eta petralhada do inferno…

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  2. Comentado por:

    Carlos Marques

    Título sensacional de artigo maravilhoso. Nunca é demais louvar a coragem sábia, aliada a caráter sólido e incorruptível, qualidades que, você sabe, Augusto, não se acham a toda hora e ali na esquina…A propósito, me lembreidaquele episódio comigo, quando o “Governo” Sarney proibiu, nos idos da década de 80 o filme “Cobra”, de Silvester Stallone, provocando protestos generalizados da mídia, (especialmente a ianque) e dos fans clubes do fortão, na época espalhados por ai. Finalmente, quando o valente e sábio Sarney voltou atrás, após quatro dias, tão ao seu estilo, multidões (e eu junto, rindo às gargalhadas, no meio do povo) foram fazer fila, para ver o tal interessantíssimo filme. Lembro de sua cena mais marcante: O detetive Cobretti, personagem do sensacional Stalone, surpreende um assassino-psicopata-sequestrador, desarma-o E lhe diz a frase famosa: “Você é a doença, eu sou a cura…”. E encerra o caso dando-lhe um (condenável e inaceitável) tiro de pistola no coco, (como diria outro notório ex-presidente nosso). A plateia veio abaixo, em aplausos, assobios e gritaria, aclamando o heroi. Afinal, tratava-se apenas de uma obra de ficção…Acontece que este ódio a bandidos e malfeitores pode ser muito perigoso…
    Abração, Carlos.

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  3. Comentado por:

    ANGÈLÌKA –

    – Efeito:
    Para “levar” bandido preso, a PF usa o CAMBURÃO.
    – Causa:
    Para “salvar-se”, bandido político usa o STF.
    ***Precisamos VOLTAR as Ruas para “legitimar” o FIM do FORO PRIVILEGIADO e as 10 Medidas CONTRA a CORRUÇÃO!

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  4. Comentado por:

    Paulo Marcelo Farias Moreira

    Você inicia o programa dizendo que a última vez em que ele esteve no programa foi em dezembro/2014.
    E o primeiro parágrafo do post começa com Em dezembro de 2014.
    Mas o correto deve ser Em março de 2016.
    Até o próprio vídeo mostra 14/03/2016.
    Corrigido, cara Paulo. Obrigado pelo aviso. abração

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