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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Voltando ao país real’, por Vlady Oliver

VLADY OLIVER Depois de duas fragorosas derrotas sucessivas, a Seleção e sua comissão técnica ficam cada dia mais parecidas com o bolivarianismo rombudo que professam por aqui na latrino américa, caprichando na empáfia, nas desculpas esfarrapadas de sempre e na maldita mania de substituir a verdade pelo que eles acham que seja a verdade para […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 03h30 - Publicado em 12 jul 2014, 22h29

VLADY OLIVER

Depois de duas fragorosas derrotas sucessivas, a Seleção e sua comissão técnica ficam cada dia mais parecidas com o bolivarianismo rombudo que professam por aqui na latrino américa, caprichando na empáfia, nas desculpas esfarrapadas de sempre e na maldita mania de substituir a verdade pelo que eles acham que seja a verdade para enganar trouxas, cheia de furos, rombos e dinheiro escondido em cuecas, para a decepção geral da patuleia sempre feita de besta a cada nova declaração destes meliantes com cargo, crachá e sem a mínima vergonha na cara. O país não pode ser reduzido a uma repartição pública, onde cretinos fundamentais culpam sua elite trabalhadora pelo roteiro vigarista que promovem sem resultados e alardeiam sem um pingo de escrúpulos para com a sociedade que lhes paga os salários indecorosos.

Passou da hora de dar um basta nesta camorra, meus caros. Já são vinte anos sucessivos de vigarice socialista, barranco para encostar o lombo e dependência química das bolsas-miséria para dar continuidade ao golpe em andamento. Formou-se uma geração inteira de pedintes e dependentes desavergonhados. Se exportamos até futuros craques do futebol é porque falimos até mesmo na administração de nossos próprios sonhos. Não dou a mínima para o fato de perdermos de sete a um para a Alemanha: eu perco diariamente de lavada quando sento diante de minhas máquinas para trabalhar. É nesse momento que vejo o país-tribo, que se recusa a sair do pântano e pedir ajuda, que cacareja uma ideologia porca e vê como inimigos aqueles que tem alguma coisa a dizer e contribuir para sairmos deste beco em que nos metemos.

É nesse mesmo momento que vejo as escolhas erradas de um país brotarem como um esgoto a invadir nosso meio campo, comprometer nossa zaga e inviabilizar nosso contra ataque. O país vive uma crise de educação sem precedentes, capitaneada por um bando de vigaristas que não quer que o conhecimento ponha em risco suas intenções mundanas, que acha mesmo que pingar um dinheirinho no cartão de um encostado é uma grande política de inclusão social. Um bando de talibãs do esporte também acha que pode montar um escrete canarinho e convocar duzentos milhões de técnicos para execrar nossa obsolescência. São uns canalhas.

Modéstia à parte, eu me dei muito bem na vida nos bastidores de algumas campanhas políticas vitoriosas que optaram por dizer a verdade com algum talento, e não mentiras milionárias. Eu jamais seria um João Santana de vida, porque sou honesto por premissa. Deve ser difícil para um tal de “ícone do capitalismo rombudo” ter que embrulhar este comunismo safado e este bolivarianismo tacanho para o consumo dos incautos, o tempo todo. Minha conta num paraíso fiscal qualquer estaria abarrotada do nosso rico dinheirinho público tungado pela quadrilha da vez que ora nos assalta. Como deveriam fazer os Freds e os Felipões, além das Dilmas. Enganadores até a medula, querem morrer abraçados ao dinheiro público como cracas em mares revoltos.

Pois eu dou um conselho aos nossos “oposicionistas”: coloquem TODOS OS DIAS no horário eleitoral gratuito as declarações de nossa vigarista-em-chefe afirmando que SOMOS NÓS, a elite branca deste país, os responsáveis pela indignação que estamos vendo pipocar em todo o bananão glorioso. Eu disse TODOS OS DIAS, como um mantra, até que o desgosto com essa prova acabada de estupidez mentirosa doa nos ouvidos eleitorado decente, que quer ao menos um jogo limpo. Enquanto nossa Seleção fugia do campo no fim do último jogo, a torcida aplaudia em campo os nossos algozes vitoriosos. Era só um jogo, meus caros. Mas um jogo que mostra o quanto somos mal educados, convencidos e tacanhos, além de jogar um futebol chinfrim e mascarado diante de seleções verdadeiras. O país não suporta mais a mentira como método, meus amigos. Que saibam perder, daqui pra frente. E que devolvam o que nos roubaram nessa empulhação maldita.

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