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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Queixas dum prisidente’, do trovador gaúcho Alamir Longo

Alamir Longo I Pôs oje eu tô p da vida, munto brabo, sim sinhô! coaqueles cara da Veja que são munto faladô que diz que não desencarno do Planalto, não sinhô! II Gosto munto do pudê, não vô negá, não sinhô! pois vô sempre nas runião só pra ajudá, sinsinhô! vô lá levá minhas idéia […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 07h00 - Publicado em 24 jan 2013, 11h56

Alamir Longo

I
Pôs oje eu tô p da vida,
munto brabo, sim sinhô!
coaqueles cara da Veja
que são munto faladô
que diz que não desencarno
do Planalto, não sinhô!
II
Gosto munto do pudê,
não vô negá, não sinhô!
pois vô sempre nas runião
só pra ajudá, sinsinhô!
vô lá levá minhas idéia
que eu sô munto pensadô.
III
e vô dizê mais pá eles
que anda mi esculachando,
falando que o putugueiz
eu ando inté estuprando,
que isso tudo é mentira
que esse cabra tá falando!
IV
Não gosto do putugueiz,
não vô negá, não sinhô…
tem letas munto espaiada
e ôtas que munto ajuntô,
mas vô fazê língua nova
Pá esse povo sofredô.
V
E pá esses cara, eu digo,
que sô macho, sinsinhô!
pôs eu vim de pau de arara
do sertão que me gerô
pá ficá rico em Sum Paulo
e munto safo, sinsinhô!
VI
Tumbém sei que tão falando
quinté anarfabeto sô,
e que na minha prisidença
teve cabra que robô,
mas nunca sube de nada
e não vi nada, não sinhô!
pôs eu só tava viajando
de avião novo, sinsinhô!
VII
quero dizê pá esses cara
que são munto faladô,
e que só vive falando
dessas coisa que não sô,
que só tenho medo dum ómi:
É do Valério, sinsinhô!

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