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WWF-Brasil coloca em dúvida lucro das petroleiras

Às vésperas do loteamento da Amazônia, relatório aponta prejuízos na exploração de gás e petróleo, caso acordos ambientais sejam cumpridos

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 jun 2025, 20h30 • Atualizado em 11 jun 2025, 20h34
  • O plano brasileiro de expandir em 20% a exploração de gás e petróleo até 2030 tem força para elevar a posição do país de sétimo para quarto lugar no ranking dos produtores de petróleo do globo até 2030. Os investimentos necessários, tanto ambientais como financeiros, podem não trazer os retornos esperados. Esse é o alerta do novo relatório publicado hoje pela WWF-Brasil sobre as metas em andamento para o aumento da exploração do chamado ouro negro na Amazônia, a partir dos dados de consultorias do setor P&G. A análise foi realizada diante de uma realidade, onde o governo brasileiro se compromete a reduzir a queima de carvão fóssil para manter o aquecimento global em 1,5°C.

    “Para conter o aquecimento global, governos e empresas deverão adotar o consumo de petróleo, gás natural e seus derivados”, diz Ricardo Fujii, especialista em conservação do WWF-Brasil. Com a redução do consumo, a demanda por combustíveis tende a cair. Consequentemente os preços devem baixar. “Isso pode fazer com que a produção seja menos rentável e até gerar prejuízos às petroleiras. ” Por outro lado, se o país não tiver um engajamento, a produção petroleira encontrará um cenário mais favorável.

    A Patrobras planeja investir US$ 97 bilhões em petróleo e gás nos próximos quatro anos. Esse valor é seis vezes maior que os gastos com a descarbonização e diversificação de seus negócios. Mal as pesquisas de opinião apontam que os brasileiros querem que a Petrobras lidere a transição para a energia renovável, o que não vem acontecendo. A Petrobras apresenta resultados inferiores às empresas com melhore desempenho climático no setor de petróleo e gás. O alerta do WWF-Brasil surge a poucos dias do leilão de áreas para a exploração de gás e petróleo na foz do Amazonas, que deve acontecer no próximo dia 17. É a primeira vez que essa área é loteada. Trinta e uma empresas nacionais e internacionais confirmaram presença no evento.

    Leia:

    +https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/sem-licenca-do-ibama-petroleo-na-foz-do-amazonas-vai-a-leilao/

    +https://veja.abril.com.br/agenda-verde/exploracao-de-petroleo-na-amazonia-equivale-a-emissao-de-3-anos-de-co2-do-brasil-diz-wwf/

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