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Veja quais cidades estão vencendo a crise da poluição urbana com corte de até 45% nas emissões

Conjunto de medidas colocadas em marcha desde 2010 reduziu de forma drástica a emissão de C02

Por Ernesto Neves 17 mar 2026, 08h51 • Atualizado em 18 mar 2026, 11h06
  • Um relatório da organização Breathe Cities revela que 19 cidades ao redor do mundo reduziram em mais de 20% os níveis de dois poluentes que prejudicam a respiração desde 2010, resultado de políticas públicas deliberadas voltadas à melhoria da qualidade do ar.

    Entre as cidades que se destacam estão Londres, no Reino Unido, São Francisco, nos Estados Unidos, e Pequim, na China, que adotaram medidas como expansão de ciclovias, restrições a veículos poluentes, incentivo a carros elétricos e substituição de aquecimentos domésticos a carvão ou madeira.

    Pequim e Varsóvia, na Polônia, lideram a redução de partículas finas (PM2,5), com cortes superiores a 45%, enquanto Amsterdã e Roterdã, nos Países Baixos, se destacam na queda de dióxido de nitrogênio (NO2), acima de 40%.

    São Francisco foi a única cidade dos Estados Unidos a reduzir ambos os poluentes em mais de 20%. Entre as 19 cidades, nove estão na China, e as demais na Europa.

    Segundo Cecilia Vaca Jones, diretora-executiva da Breathe Cities, “essas cidades mostram que é possível reduzir a poluição tóxica em 20 a 45% em pouco mais de uma década”.

    O relatório detalha as políticas que impulsionaram os resultados. Em Pequim, a rápida transição de carros a combustão para veículos elétricos combinou incentivos financeiros com restrições a automóveis antigos.

    Rede de parques em Pequim, na China: moradores respiram o ar mais limpo em décadas
    Rede de parques em Pequim, na China: moradores respiram o ar mais limpo em décadas (Getty/Getty Images)
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    Na Europa, cidades densas expandiram ciclovias e implantaram zonas de baixa emissão. Londres, por sua vez, limitou a circulação de veículos mais poluentes em áreas centrais e criou tarifas ambientais para caminhões e táxis.

    E Varsóvia substituiu aquecimentos a carvão e madeira por sistemas mais limpos, reduzindo poluentes domésticos significativos.

    O impacto dessas políticas é profundo: partículas finas e NO2 afetam órgãos vitais, desde o cérebro até o sistema cardiovascular, e contribuem para doenças respiratórias, baixo peso ao nascer, câncer e declínio cognitivo.

    O estudo, que analisou cidades da rede C40 e Breathe Cities, mostra que, com planejamento e implementação estratégica, é possível alcançar resultados expressivos em menos de 15 anos, provando que cidades têm ferramentas concretas para enfrentar a crise da poluição do ar.

    Veja abaixo a lista completa de cidades:

    Pequim (China)

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    Varsóvia (Polônia)

    Berlim (Alemanha)

    Bruxelas (Bélgica)

    Heidelberg (Alemanha)

    Roma (Itália)

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    Londres (Reino Unido)

    Qingdao (China)

    Hangzhou (China) 

    Chengdu (China) 

    Paris (França)

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    Wuhan (China)

    Nanjing (China) 

    Zhenjiang (China) 

    Hong Kong (China)

    São Francisco (Estados Unidos)

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    Shenzhen (China) 

    Amsterdã (Países Baixos)

    Roterdã (Países Baixos)

    Ônibus elétrico em São Francisco: cidade americana é exemplo na expansão do transporte público
    Ônibus elétrico em São Francisco: cidade americana é exemplo na expansão do transporte público (Getty/Getty Images)
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