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“Seca pode aumentar risco de apagão”, diz cientista

Roraima teve falta de luz generalizada no domingo e, em São Paulo, a capital sofreu queda parcial no fornecimento no sábado

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2024, 18h53 • Atualizado em 3 set 2024, 16h36
  • Clima seco e calor aumentam a preocupação em relação ao abastecimento de energia elétrica das cidades brasileiras. Só neste fim de semana, houve o registro de dois apagões. No domingo, 1º, por volta das 10 horas, a capital de Roraima, Boa Vista, e a maioria dos municípios do estado tiveram falta generalizada de fornecimento de energia, retomado mais de duas horas depois. Em um comunicado, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que houve o desligamento automático total do sistema isolado de Roraima. As causas estão sendo apuradas. O estado é o único que não faz parte ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e depende do fornecimento das termoelétricas.

    No sábado, na maior cidade do país, São Paulo, uma falha na subestação de Guarulhos, que pertence a Eletrobras, deixou quase um milhão de pessoas sem luz na capital. O ONS comunicou que “houve uma interrupção de carga de 870 MW às 17h31, após o desligamento de todos os equipamentos”. Os bairros das regiões Norte, Leste e Centro da capital foram os mais atingidos, além o município de Guarulhos. Em média, foram 3 horas de apagão.

    Moradores de outras regiões, como dos bairros ao redor da Avenida Paulista, chegaram a ficar 2 minutos sem luz. “Por meio de manobras automatizadas de carga foi possível minimizar o impacto, sendo que 37% dos clientes afetados tiveram o serviço religado em até 2 minutos”, explicou a concessionária. Mas a mesma operação não foi possível para os demais assinantes.

    É esperada sobrecarga no sistema

    Com a previsão de um mês com calor excepcional, com dois graus acima da média em todo o país, e recordes de temperatura para a época que podem chegar a 45°C, o consumo de energia deve aumentar. “As tendência é uma sobrecarga de aparelhos de ar-condicionado”, diz o cientista Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Análises e Processamento de Imagens de Satélites. “Além disso, há uma diminuição das vasões dos rios devido à falta de chuvas”. Para ele, a seca prolongada “aumenta o risco de apagões”. Uma das preocupações é o estado do Maranhão, que pode inclusive sofrer com queimadas em setembro.

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