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PF flagra 600 jabutis escondidos em bagageiro de ônibus

Passageiro foi preso e os jabutis encaminhados ao Ibama: comércio ilegal ameaça 4 mil espécies

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 ago 2025, 12h34 • Atualizado em 1 ago 2025, 14h38
  • A Polícia Federal fez mais uma apreensão de carga ilegal de animais silvestres. O flagrante foi no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 31, em um ônibus interestadual, que transitava na região serrana de Teresópolis rumo à capital. No bagageiro do ônibus, a polícia encontrou dentro de uma mala 600 jabutis, que seriam entregues na Baixada Fluminense. O homem trazia a mercadoria de Feira de Santana, Bahia, onde embarcou. A média de sobrevivência dos animais traficados sempre em más condições, para fugir da política, é de um em cada dez. Trata-se de um crime que mais do que comercializar animais livres que possuem funções dentro da natureza, condena-os à morte.

    Mesmo assim, o tráfico de animais silvestres é o quarto crime mais lucrativo do mundo. Fica atrás do comércio ilegal de armas, drogas e pessoas. No Brasil, registra-se a retirada de pelo menos 38 milhões de bichos silvestres na natureza, que corresponde a 15% do comercializado ao redor do planeta. De acordo com o Relatório Global sobre a Vida Selvagem e os Crimes Florestais de 2024, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), não houve diminuição do crime no mundo, o que já compromete 4 mil espécies.

    Entre elas, há alguns tipo de jabutis que estão em diferentes tipos de risco. O jabuti-piranga, por exemplo, é considerado vulnerável, enquanto o jabuti-tinga está em perigo, de acordo com a lista oficial de espécies ameaçadas do IBAMA. Além do transporte inadequado, a perda do habitat natural entra como um dos grandes motivos para os animais adoecerem e irem a óbito. A denúncia do comércio ilegal ou mesmo da posse de animais silvestres sem registros pode ser feito pelo número de telefone 181. Apenas estabelecimentos e criadouros autorizados pelo Ibama podem comercializá-los. Pesquisar sobre o comerciante antes da aquisição é fundamental para não fortalecer a rede ilegal. Trata-se de um crime com pena detenção de seis meses a um ano e multa, podendo ser aumentada em casos de espécies raras, ameaçadas de extinção, ou quando o crime for cometido em período proibido à caça, durante à noite, com abuso de licença ou em unidade de conservação. 

    (com Agência Brasil)

    Leia:

    +https://veja.abril.com.br/coluna/almanaque-de-curiosidades/operacao-historica-devolve-mais-de-mil-animais-traficados-para-madagascar/

    +https://veja.abril.com.br/mundo/policia-apreende-40-toneladas-de-chifres-de-veado-em-operacao-contra-trafico-na-argentina/

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