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Londres pode adotar racionamento de água por causa da seca extrema

Com calor extremo e reservatórios em baixa, Reino Unido estuda racionamento enquanto Europa enfrenta verão recorde de temperaturas

Por Ernesto Neves 11 jul 2025, 15h25 •
  • A cidade de Londres pode enfrentar em breve restrições no uso da água devido à persistência do tempo seco e às altas temperaturas.

    A Thames Water, responsável pelo fornecimento para cerca de 16 milhões de pessoas, considera implementar medidas como a proibição do uso de mangueiras (conhecida como hosepipe ban) para garantir o abastecimento essencial.

    “Se a situação não mudar de forma significativa, teremos que impor restrições para manter a continuidade do serviço”, afirmou um porta-voz da empresa.

    O Reino Unido já teve um início de verão excepcionalmente quente e seco, e as temperaturas devem voltar a subir nos próximos dias.

    A previsão do Met Office, o serviço meteorológico nacional, indica que Londres pode alcançar os 32 °C até sexta-feira, temperatura incomum no Reino Unido.

    O aumento da demanda por água é perceptível: em cidades como Swindon e Oxfordshire, o consumo no fim de junho superou os níveis registrados durante a seca histórica de 2022.

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    A combinação de calor intenso e baixa umidade tem pressionado os sistemas de abastecimento, obrigando as empresas a agir.

    Em meio ao agravamento do cenário, o Reino Unido vive um padrão climático cada vez mais extremo.

    O aquecimento global tem alterado o regime de chuvas e intensificado as ondas de calor, tornando episódios como esse mais frequentes.

    As companhias de água vêm investindo em novos reservatórios e no conserto de vazamentos, já que grandes volumes ainda são perdidos diariamente na rede de distribuição.

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    O norte do país já sente os impactos. Nesta semana, a Yorkshire Water, responsável pelo fornecimento no nordeste da Inglaterra, foi a primeira a anunciar uma proibição oficial do uso de mangueiras em 2025.

    A medida proíbe os moradores de regarem jardins, lavarem carros ou encherem piscinas. Segundo a empresa, os níveis dos reservatórios não se recuperaram desde janeiro, após a primavera mais seca já registrada.

    Pessoas tomam sol no Greenwich Park, em Londres. A terceira onda de calor do verão deve atingir o Reino Unido até o fim da semana
    Pessoas tomam sol no Greenwich Park, em Londres. A terceira onda de calor do verão deve atingir o Reino Unido até o fim da semana (Getty/Getty Images)

    Em maio, a região de Yorkshire ficou 22 dias consecutivos sem chuva, o que levou a Agência Ambiental do Reino Unido a declarar uma situação oficial de seca.

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    Ao fim daquele mês, os reservatórios operavam com apenas 63% da capacidade, uma queda significativa em relação aos 94% registrados em maio de 2024.

    No mesmo período, autoridades ambientais britânicas já haviam pedido que as empresas adotassem medidas preventivas urgentes para reforçar o abastecimento, diante do verão mais seco desde 1893.

    Europa é o continente mais afetado pelo aquecimento global

    A situação no Reino Unido reflete uma tendência mais ampla que afeta todo o continente europeu, o que vem sendo confirmado por diversos estudos climáticos.

    A Europa é o continente que mais se aquece no mundo. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o programa Copernicus da União Europeia, as temperaturas médias na Europa aumentaram cerca de o dobro da média global nos últimos 30 anos.

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    Esse aquecimento acelerado se deve a uma combinação de fatores, incluindo sua posição geográfica, próxima ao Ártico, uma das regiões que mais rapidamente perdem gelo, e à densa urbanização, que intensifica os efeitos das ondas de calor.

    Além disso, mudanças na circulação atmosférica, como o enfraquecimento da corrente de jato, têm favorecido a permanência de sistemas de alta pressão e períodos prolongados de clima seco e quente.

    Neste verão de 2025, dezenas de países enfrentam eventos extremos.

    Na Alemanha, termômetros já ultrapassaram os 40 °C em várias cidades. Na Espanha e na Itália, longos períodos de calor intenso têm levado a alertas de saúde pública e ampliado o risco de incêndios florestais.

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    Em Paris, o governo implementou restrições temporárias para o uso de água e ampliou os centros de resfriamento para acolher moradores em situação de vulnerabilidade.

    As noites também têm sido excepcionalmente quentes, dificultando a recuperação térmica da população e agravando problemas de saúde, especialmente entre idosos e pessoas com doenças respiratórias.

    O fenômeno, conhecido como “noites tropicais”, tem se tornado mais comum mesmo em regiões tradicionalmente temperadas.

    O calor extremo já afeta a produtividade agrícola, o abastecimento hídrico e a infraestrutura urbana em diversos países europeus.

    Especialistas alertam que, sem medidas urgentes de adaptação e redução de emissões, o continente continuará a enfrentar verões cada vez mais quentes, longos e perigosos.

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