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Estudo detecta agrotóxicos em água da chuva de Campinas, Brotas e São Paulo

Em todos os locais estudados, a contaminação foi confirmada

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 abr 2025, 09h00 | Atualizado em 6 jun 2026, 16h27
Estudo detecta agrotóxicos em água da chuva de Campinas, Brotas e São Paulo Priorize VEJA no Google

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou a presença de agrotóxicos na água da chuva em três cidades paulistas: Campinas, Brotas e a capital São Paulo. A pesquisa, publicada no periódico científico Chemosphere e divulgada pela Revista Fapesp, alerta que o uso dessa água para abastecimento público deve ser feito com cautela.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram e analisaram amostras de água da chuva nos três municípios entre agosto de 2019 e setembro de 2021. Em todos os locais estudados, a contaminação por agrotóxicos (incluindo herbicidas, fungicidas e inseticidas) foi confirmada.

As concentrações dos contaminantes variaram entre as cidades, com Campinas apresentando o maior índice, de 701 microgramas por metro quadrado (µg/m²). Brotas registrou 680 µg/m², enquanto a capital paulista teve o menor valor detectado, de 223 µg/m².

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Agrotóxicos e extensão de terras

A análise dos dados indicou uma correlação direta entre a quantidade de agrotóxicos encontrados e a extensão das áreas de cultivo agrícola nos municípios. Campinas, com quase metade de seus 795 quilômetros quadrados dedicados à agricultura, apresentou a maior concentração. Brotas, com 30% de seus 1.101 km² de área cultivada, teve o segundo maior índice, enquanto São Paulo, com apenas 7% de seus 1.521 quilômetros quadrados  ocupados por agricultura, registrou o menor nível de contaminação detectado.

Entre os 14 tipos de agrotóxicos identificados nas amostras, um dado particularmente preocupante foi a detecção do herbicida atrazina em todas as amostras das três cidades, apesar de seu uso ser proibido no Brasil.

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Em declaração à Revista Fapesp, a coordenadora do estudo, Cassiana Montagner, ressaltou que a descoberta “desmistifica a ideia de que a água da chuva é totalmente limpa”. Ela acrescentou que a pesquisa busca “levantar esse alerta com relação a essa questão ou a esse uso” da água de chuva.

(Com Agência Brasil)

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