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Com menos chuva que o Saara, Rio registra o fevereiro mais seco da história

De acordo com o Alerta Rio, sistema de informação meteorológica da prefeitura, média de chuva é inferior a 0,6 mm

Por Ernesto Neves 27 fev 2025, 11h01 • Atualizado em 27 fev 2025, 12h45
  • Fevereiro deve se tornar o mês mais seco já registrado no Rio de Janeiro, com uma média de chuva de apenas 0,6 mm, segundo o Alerta Rio, sistema meteorológico da prefeitura.

    Esse volume é drasticamente inferior à média histórica do mês, que é de 123,3 mm — ou seja, mais de 200 vezes maior.

    É também a primeira vez que se registra menos 1 mm na cidade desde o início da série histórica do Alerta Rio, em 1997.

    Para se ter ideia, no deserto do Saara choveu 22 mm ao longo do mês, enquanto no Atacama, a região mais árida do planeta, registrou-se 2 mm.

    Isso é resultado direto das ondas de calor que têm castigado o Brasil neste verão, afetando sobretudo o Sudeste, e que dificultam a formação de chuvas.

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    No caso do Rio, a situação vem se mostrando ainda mais extrema, como se a cidade estivesse sob uma cúpula atmosférica permanente.

    Imagens de satélite mostram imensa cúpula de calor sobre o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai
    Imagens de satélite mostram imensa cúpula de calor sobre o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (Divulgação/Divulgação)

    Enquanto outros municípios da Região Metropolitana tiveram chuvas isoladas, a capital não recebeu precipitação significativa.

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    Dados da empresa de meteorologia e oceanografia AtmosMarine mostram que boa parte dos bairros não receberam nenhuma precipitação ao longo de fevereiro.

    A lista dos locais sem chuva inclui Jardim Botânico, Copacabana, Tijuca, Grajaú, Barra da Tijuca, Vidigal, Rocinha e Sepetiba.

    A quantidade de chuva no estado do Rio tem sido menor do que o observado em São Paulo. O principal fator por trás disso é um anticiclone estacionário sobre o Brasil, que impede a chegada de frentes frias ao território fluminense.

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    O bloqueio atmosférico, porém, é apenas parte da cúpula de calor sobre o Rio.

    Especialistas do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já vinham observando que nuvens carregadas estão se dissipando ao se aproximar do município.

    Uma hipótese levantada seria a interação entre a ilha de calor urbana e a geografia singular do Rio.

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