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China promete cortes tímidos de CO₂, mas setor solar e eólico avança rapidamente

País apresenta objetivos modestos de corte de gases-estufa, mas expansão de solar, eólica e veículos elétricos aponta para impacto real

Por Ernesto Neves 23 set 2025, 08h00 •
  • Pequim deve apresentar, nesta terça-feira, 23, suas novas metas climáticas durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em um momento crítico para o combate global à mudança do clima.

    A expectativa gira em torno de metas modestas para a redução de gases de efeito estufa, mas especialistas apontam que o verdadeiro efeito das políticas chinesas vem da força de sua indústria de tecnologia limpa, que já supera as projeções governamentais.

    A China é o maior emissor de carbono do planeta. Em 2024, suas usinas, fábricas e termelétricas a carvão geraram 12,6 bilhões de toneladas de CO₂, equivalente a quase um terço das emissões globais, e três vezes mais que os Estados Unidos.

    No entanto, investimentos em energia solar, eólica e mobilidade elétrica têm acelerado a redução das emissões, que caíram 1% no primeiro semestre de 2025, na comparação anual.

    Segundo especialistas, a expectativa para os novos compromissos, chamados de NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), é de cortes modestos, entre 10% e 15% nos próximos dez anos.

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    A meta modesta reflete cautela política e econômica: a China ainda depende de carvão para 60% da matriz elétrica e teme comprometer a segurança energética e a estabilidade da rede.

    Apesar das metas oficiais limitadas, o setor privado e estatal de energia limpa chinês cresce em ritmo acelerado.

    Apenas no primeiro semestre de 2025, o país adicionou 256 GW de capacidade solar, mais do que o dobro do restante do mundo.

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    Setores de energia solar, baterias e veículos elétricos representaram 10% do PIB em 2024 e devem dobrar até 2035, segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo da Finlândia.

    Além de reduzir emissões, essas indústrias fortalecem a posição da China nas cadeias globais de suprimento, com 80% das células solares do mundo produzidas no país.

    Para Pequim, a prioridade não é apenas o combate à mudança climática, mas também a consolidação da liderança industrial e a segurança econômica.

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    O novo compromisso climático chinês também deve abranger metano, gás emitido por minas de carvão e arrozais, e outros poluentes, além de incluir metas setoriais para indústrias poluentes, como cimento e aço.

    Especialistas acompanharão atentamente a escolha de termos, como “reduzir” ou “buscar reduzir”, que indicam a efetividade das metas.

    Embora as metas oficiais possam parecer tímidas, a combinação de inovação tecnológica, investimentos maciços e política industrial aponta para um impacto concreto na diminuição das emissões globais.

    O setor de energia limpa da China, mais do que qualquer promessa governamental, pode ser o fator decisivo na luta contra o aquecimento global.

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