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Boas para plantar: as árvores mais resistentes às mudanças climáticas

Pesquisa identifica espécies da Mata Atlântica que sequestram mais carbono e metais pesados do meio ambiente

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2025, 20h48 • Atualizado em 2 abr 2025, 06h43
  • Como escolher as árvores que mais se adequam à paisagem de um centro urbano? Há alguns quesitos sempre levados em conta. Espécies com flores são bem-vindas porque atraem pássaros, além de embelezarem a cidade. Já árvores de grande porte com raízes profundas, como uma seringueira, prejudicam as calçadas e a infraestrutura do subsolo. Mas diante do aquecimento global, pesquisadores apontam um novo critério para a escolha: a resistência das espécies às mudanças climáticas e a poluição. Estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais, do Estado de São Paulo, realizou um levantamento das árvores da Mata Atlântica com o maior nível de tolerância ao estresse urbano.

    Trata-se de um estudo observacional realizado a partir de amostras retiradas da mata nativa, localizada em reservas dentro da cidade e na periferia, no inverno e no verão. Foram dois anos de estudo, com 300 mostras recolhidas de 29 espécies. O grupo de pesquisadores estabeleceram um protocolo com biomarcadores, como densidade das folhas, capacidade de armazenamento de metais pesados e de vitamina C. Essas características foram usadas para estabelecer um ranking de tolerância aos estressores do meio ambiente. No caso de uma cidade como São Paulo, à variação de temperatura e a capacidade de absorção de dióxido de carbono (CO2). “Entender quais são as espécies mais resistentes é fundamental para o planejamento urbano”, diz Marisa Domingos, coordenadora do estudo, que elegeu seis espécies mais resistentes: Camboatá (Cupania vernalis), Capixingui (Croton floribundus), Guamirim (Eugenia cerasiflora), Pessegueiro-bravo (Eugenia excelsa), Maria-mole (Guapira opposita) e Gumirim-ferro (Mycia tijucensis).

    Assim que publicou os resultados, o grupo já começou um novo projeto, que tem como objetivo aprimorar o protocolo de métodos, incluindo novos biomarcadores para classificar o nível de tolerância. O estudo também pretende ampliar o número de espécies analisadas, incluindo as que já são utilizadas na restauração florestal. Ainda estão previstos experimentos em câmaras de crescimento para avaliar a resistência das árvores aos poluentes e a eventos extremos.

    Leia:

    +https://veja.abril.com.br/agenda-verde/divisao-de-florestas-ameacam-a-biodiversidade

    +https://veja.abril.com.br/agenda-verde/mudanca-climatica-leva-ao-empobrecimento-dos-biomas/

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